Preso que tentou fugir vestido de mulher é encontrado morto dentro da cela em Bangu

O preso Clauvino da Silva, de 42 anos, que tentou fugir da cadeia vestido de mulher, foi encontrado morto em sua cela em Bangu 1 na manhã desta terça-feira. De acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária, o traficante se esforcou com um lençol. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil foram acionados.

Clauvino tentou fugir de Bangu 3, unidade que abriga presos da maior facção criminosa do Rio, no último sábado. Após o episódio, ele foi colocado em isolamento em Bangu 1, presídio de segurança máxima do Rio. Clauvino, que possuía condenação de quase 100 anos de prisão, tentou fugir usando uma máscara, peruca e roupas femininas. Ele pretendia se passar pela sua filha, Ana Gabriele Silva, de 19 anos.

Clauvino da Silva, conhecido como Ronca, tinha 42 anos e é condenado a 73 anos e 10 meses de prisão. O traficante foi um dos 31 que fugiram pelo esgoto do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em fevereiro de 2013. Ele foi preso logo após a fuga, em Angra dos Reis, traficante de Angra dos Reis, estava usando uma máscara e roupas femininas. Ele tentou escapar no fim da visita deste sábado no Complexo de Gericinó, mas foi pego pelos agentes na portaria da unidade.

Clauvino, também conhecido como Baixinho, estava preso na galeria B7 de Bangu 3, que abriga os chefes da maior facção criminosa do Rio. A filha dele, Ana Gabriele Leandro da Silva, é suspeita de ter ajudado o pai na tentativa de fuga, segundo informações da Seap. Ela estava na visita deste sábado. Outras oito visitantes, uma delas grávida, também são suspeitas de terem auxiliado o criminoso.

Ainda de acordo com informações da Seap, a grávida foi a responsável por entrar com o material para que o preso se disfarçasse: máscara, peruca e roupas. Todos os envolvidos estão sendo encaminhados para a 35ª DP (Campo Grande).

Com Click PB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB