Após terremoto, laboratório descarta possibilidade de tsunami no Nordeste do Brasil

O terremoto de magnitude 5.8 registrado neste domingo (4), no oceano Atlântico, a cerca de 1.191 km da costa da Paraíba, gerou rumores sobre a possibilidade de um tsunami atingir o nordeste brasileiro.

Diversas ilhas do Pacífico e países insulares da Ásia são assolados por ondas e inundações oceânicas de grandes proporções, causadas por tremores e terremotos subaquáticos.

LEIA: http://deolhonocariri.com.br/destacar2/terremoto-de-magnitude-5-8-atinge-oceano-atlantico-e-gera-temor-por-tsunami-na-pb

Contudo, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) confirmou ao portal TNH1 que não há possibilidade de tsunami no Brasil.

De acordo com o técnico Eduardo Menezes, do Labsis, os tremores no oceano são frequentes, quase diários, e não devem gerar preocupações.

“Essa região fica exatamente na borda da placa sulamericana, no Oceano Atlântico, entre o Brasil e a África. Não é que não possa gerar [tsunami], mas se fosse mais próximo do continente, haveria maior risco”, explicou em entrevista ao TNH1.

Outro motivo por que os tremores nessa região não são perigosos para a costa brasileira é o tipo de movimento feito pelas placas tectônicas. “Os tremores nessa região são transcorrentes; devido ao tipo de falha geológica, as placas deslizam uma em relação a outra. Em outras regiões, por exemplo, no lado do Pacífico, [o movimento é] subducção, quando uma placa mergulha em relação a outra e isso gera ondas”, conclui.

Com informações do TNH1

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB