Açude de Boqueirão perde até 2 centímetros/dia e deve chegar ao fim do ano com 13%

O açude Epitácio Pessoa, O Boqueirão, localizado no Cariri da Paraíba e fonte de abastecimento de mais de 20 localidades, está secando até dois centímetros por dia. A previsão é dele chegar ao fim do ano com 13%. Nesta segunda-feira (29), os dados do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Denocs) indicam que o Boqueirão está com 23,6% do seu volume ou 110.257.700 m3. Mesmo assim, não há risco de racionar a distribuição.

O especialista em gestão de recursos hídricos, Isnaldo Costa, garantiu que o consumo está normal e não levará as populações ao racionamento. Segundo ele, as chuvas estão mais para o Brejo e o Agreste neste período, por isso, o açude baixa o volume. “A situação hídrica já está sob controle desde que foi ligada a transposição do Rio São Francisco. Deste período até o fim do ano, que ficará sem chuvas, a tendência dele é ir baixando. Mesmo com a divisão dessa água indo para a barragem de Acauã, a situação está sob controle”, contou.

Isnaldo afastou o problema do racionamento, mas lembrou que reutilizar a água ou gastar menos em casas e indústrias sempre é bom. “Aquela crise hídrica que enfrentamos em 2016 e 2017 está bem distante da nossa realidade. Do jeito que está a baixa do volume do açude, ele pode chegar ao fim do ano com 13%. Quando chegar em setembro ou outubro, será avaliada a necessidade de ficar com a água da transposição ligada para manter o volume”, explicou.

Transposição – O estágio atual das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional foi apresentado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) no dia 12 de junho. Os dois eixos da Transposição estão em andamento, mas com problemas.

As obras do eixo norte da transposição do Rio São Francisco estão 97% concluídas e as águas deverão chegar ao reservatório de Jati, no Ceará, neste segundo semestre de 2019. Já o eixo leste, que já atende à região de Campina Grande e municípios do Agreste pernambucano, está 97,6% concluído, e também deve ser totalmente finalizado em breve.

Com PB Debate – Foto: Chico Paraíba

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom