Lula volta a fazer críticas ao novo Governo: “Brasil não merece isso”

Em entrevista exclusiva a Folha de S. Paulo e EL País, o ex-presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (26) que ficaria preso por mais cem anos mas não trocaria a dignidade pela liberdade .”Eu tenho um compromisso com esse país”, concluiu.

O ex-presidente voltou a fazer críticas sobre o atual Governo do país e, conforme a Folha, sugeriu que a elite brasileira fizesse uma autocrítica após a eleição de Jair Bolsonaro.  “O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso”, afirma.

Os jornalistas foram recebidos em uma sala preparada pela Polícia Federal, na sede do órgão localizada em Curitiba, onde Lula está preso. Sobre a decisão do ex-juiz e atual ministro Sergio Moro, responsável pela condenação, o ex-presidente reafirma a inocência: “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva, e sei também quem estará na lixeira”.

Recentemente o ex-presidente Lula teve a pena revisada pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso do tríplex do Guarujá, foram mantidas, mas a pena foi reduzida para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Após sete meses de disputa judicial, a decisão foi revista pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que autorizou os dois veículos de comunicação a entrevistarem o ex-presidente, preso há um ano.

Com Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1