Após matar e enterrar namorada no Cariri, jovem desenterrou corpo pra queimar, diz testemunha

O depoimento de um adolescente está ajudando a Polícia Civil a elucidar o caso da morte de Ana Katarina, de 17 anos, da cidade de Soledade, no Cariri paraibano. O namorado dela, Alisson Bruno, de 21 anos, foi preso como principal suspeito do crime. O depoimento prestado pela testemunha nesta quinta-feira (11) tem detalhes de como Alisson agiu e como fez para ocultar o corpo da vítima. O namorado também planejou incriminar outra pessoa pela morte.

Ana Katarina havia desaparecido no dia 3 de junho de 2018. Após 10 meses de investigação a Polícia Civil conseguiu chegar a autoria do crime. Antes de ser preso, Alisson já vinha sendo investigado. Ele negava saber o que tinha acontecido com a namorada, mas moradores de Soledade disseram que haviam visto a adolescente pela última vez com ele em uma moto.

O PLANO

A testemunha disse que foi procurada por Alisson Bruno, uma semana após o crime, quando ele contou o que havia feito e pediu ajuda do amigo. No depoimento, a testemunha contou que o plano de Alisson era desenterrar o corpo da namorada que estava em Soledade, queimar e depois enterrar novamente, mas na cidade de Boa Vista.

Ainda segundo a testemunha, Alisson tinha um plano para tentar incriminar outra pessoa pela morte de Ana Katarina.

“Alisson disse o seguinte: Vamos carbonizar ela (Ana Katarina) e depois levar pra Boa Vista-PB e acusar “Jhony”, pois depois compraremos um celular e um chip e ir(remos) pra Campina (Grande) fazer ligação pra Polícia acusando Jhony e dizendo o local onde estaria a ossada dela”, disse a testemunha em depoimento.

Segundo a Polícia Civil, “Jhony” – a quem Alisson pretendia incriminar – seria um antigo paquera de Ana Katarina. Ainda segundo a Polícia Civil, quando Ana Katarina tinha desaparecido, Alisson já havia dito em depoimento que ela fugiu da cidade pra ir atrás de “Jhony” e morar com ele. Ele tentou sustentar a versão depois de ser preso.

A MORTE

Segundo a Polícia Civil, o depoimento foi prestado por um amigo de Alisson Bruno, a quem ele confidenciou o crime e pediu ajuda para ocultar o corpo após matar Ana Katarina. De acordo com o depoimento, Alisson matou a namorada com tiros de espingarda de cano duplo, fabricada de forma caseira. O crime ocorreu no dia 3 de junho de 2018, mesmo dia em que a família percebeu o desaparecimento da garota.

A testemunha contou que depois de matar Ana Katarina, o namorado dela enterrou o corpo próximo a um manancial conhecido como “Açude do Estado”, ainda na cidade de Soledade. Para evitar que o corpo da namorada fosse encontrado, Alisson colocou fezes de animais por cima da cova.

Nesta quinta-feira (11), a Polícia Civil fez buscas nas proximidades do “Açude do Estado” pra tentar encontrar o local onde o corpo de Ana Katarina foi enterrado pela primeira vez, antes de ser desenterrado e queimado. As buscas aconteceram até o fim da tarde, mas a cova não foi encontrada. As buscas devem continuar nesta sexta-feira (12).

Também nesta quinta-feira (11) a Polícia Civil conseguiu apreender uma lanterna e uma enxada que foram usadas pelo autor do crime, na hora de desenterrar o corpo, antes de carbonizar. Os materiais foram emprestados pela testemunha que deu detalhes do crime.

Alisson Bruno foi preso no dia 3 de abril deste ano, na cidade de Soledade, por força de um mandado de prisão temporária. A Polícia Civil já havia pedido a prisão dele meses antes, mas o pedido havia sido negado pela justiça, por falta de prova material.

O mandado de prisão foi expedido depois que a Polícia Civil encontrou indícios de que a ossada encontrada em Boa Vista poderia ser de Ana Katarina. A confirmação veio depois de um confronto de DNA feito com material genético da mãe de Ana Katarina e da ossada.

Com G1 PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1