Criança é espancada pelo pai por demorar a fazer atividades da escola, diz polícia na PB

Um homem de 33 anos foi preso na tarde da terça-feira (26) suspeito de espancar o filho de 6 anos, em Campina Grande. De acordo com a Polícia Civil, a prisão aconteceu após a criança passar por exame de corpo de delito, que constatou que ela havia sido agredida pelo pai com fios, diversas vezes seguidas.

Em depoimento à Vara da Infância e Juventude, o menino contou que o pai o agredia porque ele demorava a fazer as atividades de casa passada pelo professor da escola.

A polícia foi acionada ao bairro da Ramadinha por uma moradora da região que viu o menino caminhando com a irmã dele. Segundo depoimento da mulher, ela percebeu as marcas dos ferimentos nas costas do menino e fez a denúncia.

A polícia foi até a casa do suspeito e constatou os ferimentos nas costas da criança. O menino foi levado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) para realizar exames de corpo de delito.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Alba Tania, os resultados dos exames mostraram que a criança havia sido agredida diversas vezes com fios. Havia marcas de agressões cometidas pelo pai há 17, 15, 5 dias e há 24 horas antes.

O suspeito foi preso e encaminhado para a Central de Polícia Civil, onde permanece aguardando audiência de custódia prevista para a tarde desta quarta-feira (27). Ainda conforme a delegada, os pais da criança são separados e agora o menino está sob responsabilidade da mãe.

Com G1 PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1