João Azevêdo veta projeto que obrigava mulher agredida a ser atendida por policial do sexo feminino

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), vetou totalmente o projeto de lei aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba que determinava o atendimento de mulheres vítimas de violência somente por policiais do sexo feminino. O veto total foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da Paraíba desta sexta-feira (22).

O projeto de lei estadual 1.246/2017, de autoria de Ricardo Barbosa, estabelecia que o atendimento nas delegacias da Paraíba em casos de mulheres vítimas de violência deveriam ser feitos por outras mulheres, ficam proibido o atendimento por homens até mesmo em ocasião de férias ou licenças.

Na justificativa para o veto total, João Azevêdo explica que projeto de lei é louvável, mas que invade a competência da Secretaria da Segurança e Defesa Social (Seds), e, por consequência, das atribuições do poder executivo.

“Importante ressaltar que o Estado da Paraíba tem aglomerado esforços para aumentar, de forma qualificada, o atendimento específico às mulheres vítimas de violência, o que se atesta pelo aumento do número de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher em todo o Estado, totalizando 17 delegacias dessa natureza espalhadas por toda a Paraíba”, explicou no texto.

Ainda de acordo com o governador, mesmo que todas as delegacias especializadas da mulher tenham delegadas como suas respectivas titulares, por questões orçamentárias é inviável disponibilizar apenas policiais mulheres para o registro das ocorrências das mulheres vítimas de violência.

Outro fator que pesa contra o projeto de lei é o fato de, segundo João Azevêdo, demandar um efetivo misto, com homens e mulheres, pois muitas vezes os homens denunciados são ouvidos nas delegacias e não consegue conter os ânimos, “fazendo-se necessária a presença de policiais do sexo masculino para contenção dos ânimos dos agressores, que por diversas vezes chegam descontrolados, embriagados e até drogados na delegacia”.

Com o veto total do governador, o projeto volta para Assembleia Legislativa. Os deputados podem manter ou rejeitar o veto. Caso os parlamentares não concordem com o governador, a proposição retorna para o Executivo, que tem 48 horas para aprová-la. Nesse caso, a aprovação se chama promulgação.

Com G1 PB

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A tradição artesanal do Cariri paraibano ganha projeção nacional em uma das principais vitrines da moda brasileira. A Indicação Geográfica (IG) Renda Renascença do estado está entre as 48 marcas de moda autoral destacadas pelo Sebrae no São Paulo Fashion Week (SPFW) 2026, realizado desta quarta-feira (14) ao domingo (18), no Sudeste. A participação, desta vez, ocorre em um espaço dedicado às IGs, reforçando a identidade cultural do território e o potencial econômico dos saberes transmitidos entre gerações.

A iniciativa integra a proposta do Sebrae de valorizar pequenos negócios que transformam a origem, a cultura e a criatividade em diferenciais competitivos. Para a analista técnica da agência regional do Sebrae/PB em Monteiro, Cláudia Almeida, a presença na semana de moda representa um avanço na visibilidade da renda Renascença e no reconhecimento do trabalho das artesãs. “É um passo importante para dar ainda mais notoriedade ao território do Cariri paraibano, aos nossos saberes artesanais e à força das nossas rendeiras. É também uma oportunidade de mostrar a qualidade que assegurou a Indicação Geográfica à renda renascença”, destaca Cláudia.

Segundo a analista, a programação abre caminhos para novas conexões com designers, estilistas, imprensa especializada e consumidores, além de oferecer oportunidades de comercialização. O espaço do Sebrae reúne exposição e venda de produtos, atividades de aproximação com os processos criativos e experiências voltadas à diversidade da moda brasileira. A expectativa é ampliar o alcance da IG e criar novas possibilidades de mercado para a produção artesanal do Cariri.

A presidente do Conselho das Associações, Cooperativas, Empresas e Entidades Vinculadas à Renda Renascença do Cariri Paraibano (Conarenda), Marlene Leopoldino Vital, uma das representantes do segmento na iniciativa, comemora a participação inédita no evento. “A IG está conosco desde 2013, e estamos muito felizes porque, pela primeira vez, participa de um evento tão grandioso como o SPFW. É um público diferenciado, que pode nos ajudar a conquistar melhorias para as rendeiras e fortalecer a confiança delas no nosso produto. Temos nome, temos marca e seguimos unidas, acreditando que vamos vencer os obstáculos”, afirma Marlene.

Com o conceito “Feito de Origem, Feito por Quem Empreende”, a participação do Sebrae no SPFW busca evidenciar a relação entre os territórios e as histórias por trás de cada produto. A iniciativa reúne marcas que traduzem identidades regionais em criações autorais, destacando técnicas produtivas, matérias-primas, expressões culturais e trajetórias empreendedoras.

As Indicações Geográficas têm papel estratégico nessa valorização, pois reconhecem a relação entre um produto e seu território de origem, contribuindo para diferenciá-lo no mercado. No caso da renda renascença do Cariri paraibano, o reconhecimento fortalece a identidade do artesanato regional e amplia as possibilidades de posicionamento comercial, associando tradição, qualidade e procedência.

A seleção das marcas foi realizada por meio de curadoria conjunta entre a rede Sebrae nos estados e a organização da SPFW, considerando critérios como originalidade, identidade territorial, potencial de diferenciação e atuação empreendedora. A iniciativa também busca aproximar os pequenos negócios do mercado, da imprensa e de formadores de opinião, criando oportunidades para ampliar a presença da moda autoral brasileira.

Serviço

Evento: São Paulo Fashion Week 2026 (SPFW)

Data: 14 a 18 de outubro de 2026

Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque Ibirapuera, São Paulo (SP)

Mais informações: https://spfw.com.br/