Caririzeira morre durante parto após ser agredida pelo marido no Rio de Janeiro

Maria Edjane de Lima, 35 anos, natural de Boqueirão, no Cariri paraibano, morreu na madrugada dessa terça-feira (5) durante um parto prematuro de emergência após ser espancada pelo marido em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM), Maria Edjane deu entrada na tarde da segunda-feira (4) no Hospital da Mulher com sangramento vaginal e sinais de agressão, informando que foi chutada, inclusive na barriga, pelo companheiro, de 45 anos. Como o sangramento não cessou e ela apresentou descolamento de placenta, foi levada para o Centro Obstétrico para fazer a cirurgia.

Por volta de 17h40, o bebê, que é uma menina, nasceu de 27 semanas, menos de sete meses de gestação. Ele está internado na UTI Neonatal da unidade médica.

Durante o parto de emergência, a mulher apresentou problemas respiratórios, e foram realizados diversos procedimentos médicos para tentar reanimá-la, e também para conter a hemorragia, mas ela não resistiu e morreu às 01h30. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda, que vai apurar a causa da morte, e para confirmar também se houve relação do óbito com o fato dela ter sofrido agressão.

Edjane morou em Cabaceiras, João Pessoa e viajou para o Rio de Janeiro depois de conhecer pela internet o acusado de lhe espancar.

O homem acusado de agredir a companheiro teve a prisão preventiva decretada. O homem foi indiciado pelo crime de lesão corporal seguida de morte.

Com G1 PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1