Ex-candidata a prefeita de São João do Tigre recebe R$ 1 milhão para campanha de deputada e não alcança 500 votos

Um levantamento feito pelo Jornal Folha de São Paulo, baseado em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, mostra os candidatos laranjas que concorreram às últimas eleições e aponta para algo ainda mais grave: suas postulações serviram para camuflar dinheiro público destinado a financiar as campanhas eleitorais no País.

Um caso bem próximo ocorreu com a ex-candidata a prefeita de São João do Tigre, Sandra Mendes, que nas eleições deste ano disputou o cargo de deputada estadual. Sandra, segundo o levantamento do jornal de circulação nacional, foi a candidata que mais recebeu recursos do Fundo Partidário no País e teve menos de 1.000 votos nas eleições. Ela recebeu nada mais, nada menos que R$ 1.000.000,00.

Sandra Mendes (PR) obteve ao todo 491 votos e se abocanhou todo esse valor, deve ter gastado muito menos que o necessário para alcançar tal votação. Segundo apurou a Folha, o valor recebido pela candidata do PR deve ter sido distribuído com outros candidatos mais fortes de seu partido.

DE OLHO NO CARIRI

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1