PF resgata trabalhadores dentro de baú de caminhão mantidos como escravos por paraibanos

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) e agentes da Polícia Federal resgataram na última terça-feira (28), em Sinop, a 503 km de Cuiabá, cinco trabalhadores mantidos em condições análogas às de escravo. Dois deles são adolescentes de 16 e 17 anos. Um dos acusados continua detido no presídio da cidade após o flagrante. As vítimas eram transportadas nos fundos de um caminhão-baú para vender panelas em municípios de Tocantins, Pará e Mato Grosso.

O MPT constatou a submissão a trabalho análogo ao de escravo na condição de servidão por dívida. Os trabalhadores já saíam de suas cidades natais devendo aos empregadores a passagem, a alimentação e o adiantamento de valores. As quantias eram registradas em cadernos e acrescidas às supostas dívidas dos trabalhadores. Como as vítimas nunca conseguiam saldar o débito por receberem valores ínfimos pela venda das panelas nas ruas das cidades, eram sempre obrigadas a fazer novos “empréstimos”. Os cadernos com as anotações dos valores devidos e descontados dos trabalhadores também foram apreendidos pela polícia.

Após receber a denúncia, MPT acionou a Polícia Federal, que seguiu até o local para fazer o resgate. Os empregadores e trabalhadores foram levados até a Procuradoria de Sinop para prestarem depoimentos. Após uma longa negociação, encerrada às 22 horas, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta. Os empregadores, naturais de Triunfo, na Paraíba, se comprometeram no acordo a pagar uma indenização por danos individuais, as passagens de volta e a alimentação referente a quatro dias de viagem a cada um dos resgatados.

A procuradora do MPT Thalma Rosa de Almeida Furlanetti conta que acionou o Conselho Tutelar da cidade para acompanhar os adolescentes. Estes, após receberem o pagamento, foram encaminhados pelos conselheiros até a rodoviária de Sinop. O Conselho Tutelar de Juazeiro do Norte, no Ceará, também foi comunicado e deverá recebê-los no destino final e adotar as providências cabíveis.

Servidão por dívida     

Os trabalhadores eram transportados deitados ou sentados dentro do baú do caminhão, dividido apenas por um tapume de madeira usado para separá-los das mercadorias e escondê-los caso o veículo fosse parado em alguma fiscalização. O empregador não fornecia alimentação e o grupo só comia se vendesse algum produto no dia.

Também não era fornecido local adequado para os trabalhadores dormirem e tomarem banho. Eles acabavam sendo obrigados a amarrar redes a árvores em pátios de postos de combustíveis, ficando, assim, ao relento, sujeitos a intempéries e vulneráveis a riscos diversos.

Segundo os relatos, os trabalhadores, quando contratados, recebiam um “adiantamento”, a ser devolvido posteriormente, para pagar os gastos com o transporte, combustível e alimentação. Todavia, como a remuneração consistia em uma pequena porcentagem do que era vendido, nenhum deles conseguia saldar a suposta dívida, sendo obrigados a continuar laborando. Formava-se, então, uma espécie de dívida eterna, que não podia ser quitada e que era aumentada ao final de cada viagem.

Os trabalhadores informaram que só poderiam prestar serviços a outras pessoas se suas dívidas fossem quitadas ou se o outro empregador comprasse a dívida, de modo que, nesse último caso, o trabalhador passaria a ter uma dívida com o empregador comprador, renovando o ciclo da servidão por dívida.

Outras providências     

Serão adotadas ainda providências complementares, como o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público Federal, para apuração do crime de trabalho escravo. O MPT também ajuizará ação civil pública contra os empregadores para requerer a condenação em obrigações de fazer e ao pagamento de dano moral coletivo.

Com G1/MT

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Em solenidade que aconteceu na tarde desta quinta-feira (17), a gestão municipal entregou a obra de revitalização da Escola Agrotécnica Deputado Evaldo Gonçalves de Queiroz. Com um investimento de aproximadamente R$ 500 mil, a unidade de ensino passou por importantes melhorias e recebeu um montante de novos equipamentos que irão facilitar o trabalho de professores, funcionários e alunos no dia a dia escolar.

A cerimônia teve a presença do prefeito Manezinho Lourenço, das secretárias Denise (Educação), Elidiene Batista (Assistência Social), Niedja Rodrigues (Saúde), dos secretários Vicente Lourenço (Obras e Serviços Urbanos), Robério Cipriano (Orçamento e Finanças), da diretora da escola, Elidiane Batista, do presidente do Legislativo, Jeffeson Menezes e de alunos, servidores e funcionários da unidade de ensino.

A reforma contemplou serviços de manutenção, recuperação e adequação da estrutura física. Entre os serviços realizados estão a cobertura principal do pátio e no telhado com recuperação da estrutura de madeira e do telhamento.

A Escola recebeu ainda serviços de acabamento e pintura, adequações na instalação elétrica, iluminação dos ambientes e melhorias em sua fachada.

Além da reforma da estrutura física, a escola também recebeu, ao longo de 2026, novos equipamentos, mobiliário e recursos para as atividades pedagógicas e administrativas.

Um laboratório de informática foi implantando com 15 computadores com acesso à internet, todas as salas da unidade agora estão climatizadas, novos mobiliários foram adquiridos, entre eles, armários, mesas, cadeiras, conjuntos de refeitório, utensílios de cozinha, fogão industrial, ventiladores, além de equipamentos de informática como seis data shows, 1 notebook, 1 impressora e kits de higiene para os estudantes.

No total, entre reforma e compra de equipamentos, foram investidos R$ 446.040,97 (quatrocentos e quarenta e seis mil, quarenta reais e noventa e sete reais). A Escola Agrotécnica atende 233 estudantes, distribuídos em 13 turmas, com uma equipe formada por 30 professores e funciona em regime de ensino integral.

O prefeito Manezinho Lourenço evidenciou o esforço de sua gestão em melhorar toda a estrutura da rede, tanto física quanto pedagógica. “Quando a secretária Denise surge com uma demanda, a gente já planeja e ver a melhor forma de trabalhar, de atender, de estruturar. Assim estamos fazendo em toda a rede pública, poder oportunizar um ensino de melhor qualidade para as nossas crianças e jovens. Eu agradeço a toda a equipe da Educação que se empenha nesse processo”, declarou o prefeito.

Para a secretária, Denise Batista, a entrega vai além de uma reforma. Ela representa melhorias no ambiente de trabalho para os funcionários e conforto para os estudantes, consequentemente resultando em melhorias no ensino-aprendizagem da unidade. “A atual gestão municipal tem um divisor de águas, e esse divisor de águas trouxe qualidade para a educação do nosso município, tanto na aprendizagem dos nossos alunos, quanto na estrutura física das unidades de ensino. O prefeito é muito consciente da política pública que precisa ser feita e mantida na Educação”, enfatizou Denise.

Já a diretora, Elidiane Batista falou das dificuldades enfrentadas ao assumir a gestão escolar e celebrou as conquistas alcançadas com as melhorias que agora estão proporcionadas na unidade de ensino pela atual gestão municipal.

Com Ascom PMS