Senadores réus na Lava Jato tentam vaga na Câmara dos Deputados

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Agripino (DEM-RN) não tentarão se reeleger aos cargos nas eleições deste ano. Ao invés disso, eles disputarão uma cadeira para representar seus Estados na Câmara dos Deputados.

Réus da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), os três senadores correm o risco de perder o foro privilegiado caso não sejam eleitos na disputa que ocorre no dia 6 de outubro.

Pedro Horta, da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), descarta que a decisão de não tentar a reeleição ao Senado esteja relacionada com o temor de perder o foro. “É mais por composição política”, afirma ele.

“Eu vejo a busca dos parlamentares envolvidos em operações em disputar uma cadeira no Congresso como uma forma de usar a exposição desse fato com um mandato para demonstrar que não é envolvido ou tentar explicar esse envolvimento para salvar as biografias”, destaca Horta.

Ao fazer a análise, Horta classifica o foro privilegiado como “a pior coisa que tem” para um deputado ou senador, porque resulta na “perda de um grau de jurisdição” na análise do caso. “Esse parlamentar já é julgado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal. Se não fosse parlamentar, seria julgado em primeira e segunda instância, que têm um processo mais lento de julgamento”, explica ele.

Os casos

Ex-presidente do Democratas, José Agripino se tornou réu no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No caso, o senador foi denunciado pelo então procurador-geral da República pela suposta participação em um esquema envolvendo a construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014.

Aécio Neves virou réu por corrupção e obstrução de Justiça após todos os ministros da Primeira Turma do Supremo aceitarem uma denúncia contra ele. A ação está associada à solicitação do pagamento e o recebimento de R$ 2 milhões da JBS. Em uma gravação, o tucano negociava o pagamento com Joesley Batista, sócio da empresa de alimentos.

Gleisi Hoffmann, por sua vez, virou ré na Suprema Corte ao lado do marido, Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O episódio, aceito por unanimidade pela Segunda Turma do STF, envolve o suposto recebimento de R$ 1 milhão em propina para custear a campanha da senador em 2010.

Com a palavra, os senadores

A assessoria do senador José Agripino afirma que a decisão dele de se candidatar à Câmara dos Deputados, e não tentar a reeleição no Senado, “deve-se a um acordo feito em conjunto com aliados para fortalecer a chapa da qual faz parte, pensando na melhoria do Estado do Rio Grande do Norte”.

A senadora Gleisi Hoffmann diz que a escolha de concorrer a uma vaga na Câmara está ligada a uma estratégia nacional do PT para ampliar a bancada do partido na Casa Legislativa. “Nós acreditamos que tendo uma bancada forte na Câmara dos Deputados podemos influenciar mais para uma pauta progressista e que dialogue com os interesses dos trabalhadores”, destaca ela.

Em nota emitida no começo do mês, Aécio Neves justifica que a decisão de concorrer a uma cadeira na Câmara não foi fácil, mas foi tomada com responsabilidade. “A gravidade da situação do nosso Estado exigirá uma bancada forte e unida na defesa dos interesses de Minas no Congresso e junto ao Governo Federal”.

Com R7.com

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Em solenidade que aconteceu na tarde desta quinta-feira (17), a gestão municipal entregou a obra de revitalização da Escola Agrotécnica Deputado Evaldo Gonçalves de Queiroz. Com um investimento de aproximadamente R$ 500 mil, a unidade de ensino passou por importantes melhorias e recebeu um montante de novos equipamentos que irão facilitar o trabalho de professores, funcionários e alunos no dia a dia escolar.

A cerimônia teve a presença do prefeito Manezinho Lourenço, das secretárias Denise (Educação), Elidiene Batista (Assistência Social), Niedja Rodrigues (Saúde), dos secretários Vicente Lourenço (Obras e Serviços Urbanos), Robério Cipriano (Orçamento e Finanças), da diretora da escola, Elidiane Batista, do presidente do Legislativo, Jeffeson Menezes e de alunos, servidores e funcionários da unidade de ensino.

A reforma contemplou serviços de manutenção, recuperação e adequação da estrutura física. Entre os serviços realizados estão a cobertura principal do pátio e no telhado com recuperação da estrutura de madeira e do telhamento.

A Escola recebeu ainda serviços de acabamento e pintura, adequações na instalação elétrica, iluminação dos ambientes e melhorias em sua fachada.

Além da reforma da estrutura física, a escola também recebeu, ao longo de 2026, novos equipamentos, mobiliário e recursos para as atividades pedagógicas e administrativas.

Um laboratório de informática foi implantando com 15 computadores com acesso à internet, todas as salas da unidade agora estão climatizadas, novos mobiliários foram adquiridos, entre eles, armários, mesas, cadeiras, conjuntos de refeitório, utensílios de cozinha, fogão industrial, ventiladores, além de equipamentos de informática como seis data shows, 1 notebook, 1 impressora e kits de higiene para os estudantes.

No total, entre reforma e compra de equipamentos, foram investidos R$ 446.040,97 (quatrocentos e quarenta e seis mil, quarenta reais e noventa e sete reais). A Escola Agrotécnica atende 233 estudantes, distribuídos em 13 turmas, com uma equipe formada por 30 professores e funciona em regime de ensino integral.

O prefeito Manezinho Lourenço evidenciou o esforço de sua gestão em melhorar toda a estrutura da rede, tanto física quanto pedagógica. “Quando a secretária Denise surge com uma demanda, a gente já planeja e ver a melhor forma de trabalhar, de atender, de estruturar. Assim estamos fazendo em toda a rede pública, poder oportunizar um ensino de melhor qualidade para as nossas crianças e jovens. Eu agradeço a toda a equipe da Educação que se empenha nesse processo”, declarou o prefeito.

Para a secretária, Denise Batista, a entrega vai além de uma reforma. Ela representa melhorias no ambiente de trabalho para os funcionários e conforto para os estudantes, consequentemente resultando em melhorias no ensino-aprendizagem da unidade. “A atual gestão municipal tem um divisor de águas, e esse divisor de águas trouxe qualidade para a educação do nosso município, tanto na aprendizagem dos nossos alunos, quanto na estrutura física das unidades de ensino. O prefeito é muito consciente da política pública que precisa ser feita e mantida na Educação”, enfatizou Denise.

Já a diretora, Elidiane Batista falou das dificuldades enfrentadas ao assumir a gestão escolar e celebrou as conquistas alcançadas com as melhorias que agora estão proporcionadas na unidade de ensino pela atual gestão municipal.

Com Ascom PMS