Juiz de São João do Cariri nega pedido de cassação da chapa Cosme e Hélder

O juiz da Comarca de São João do Cariri, Dr José Irlando Sobreira Machado, emitiu parecer contrário à cassação do prefeito do município, Cosme Gonçalves e o vice-prefeito, Hélder Trajano, que estavam sendo acusados de compra de votos e abuso de poder político e econômico.

A informação foi confirmada pelo advogado Dr. José Maviael, responsável pela defesa de Cosme e Hélder. Segundo o advogado, as alegações feitas pelos adversários eram pífias e demostravam o inconformismo com a derrota e o desconhecimento dos derrotados de como funciona uma gestão pública.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi ingressada por Chico de Eulina (PTB) e Licinha (PSC) que foram derrotados a prefeito e vice, respectivamente, nas eleições de 2016.

O Ministério Público já havia pedido a absolvição do prefeito e de seu vice por falta de provas concretas nas acusações. No processo, os adversários alegaram compra de votos por parte da chapa de Cosme e Hélder, a ponto de influenciar o resultado do pleito.

A Justiça não encontrou provas que confirmassem a denúncia e decidiu pela manutenção do mandato de Cosme e Hélder, vitoriosos no último pleito de 2016.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

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