Lar do Garoto registra mais quatro fugas de internos cinco dias após rebelião, diz vice-diretor

Pelo menos mais quatro internos, todos com mais de 18 anos, fugiram do Centro Socioeducativo do Lar do Garoto durante a manhã desta quarta-feira (7), em Lagoa Seca, no Agreste paraibano. A informação foi confirmada pelo vice-diretor da unidade, Francisco Souza, que às 7h30 se dirigia ao local e informou que a principal suspeita é que os jovens tenham cerrado os cadeados da cela. Ele confirmou que um dos internos já foi recapturado e os outros três seguem foragidos.

Outros seis jovens tinham fugido do local na madruga de sábado (3) durante uma rebelião que deixou sete mortes. Um deles foi recapturado, os outros cinco ainda estão desaparecidos e, com as fugas desta quarta-feira, sobe para oito o número de jovens que seguiam foragidos até as 8h.

Três pessoas foram presas em flagrante suspeitas de serem os responsáveis pelas sete mortes. O último dos sete corpos dos adolescentes que foram mortos durante a rebelião foi liberado na segunda-feira (5). O corpo ainda aguardava reconhecimento e a apresentação da família para a liberação.

Das sete vítimas, cinco foram carbonizadas e morreram, depois que foram trancadas em um dos quartos do Lar do Garoto que foi incendiado. Outras duas vítimas foram agredidas até a morte, mas uma ainda teve o corpo carbonizado depois. Os laudos do IPC e Numol ainda não foram divulgados.

De acordo com a direção do Lar do Garoto, após a rebelião foram encontradas facas, barras de ferro e espetos dentro do centro. Dos 25 quartos existentes no local, sete deles foram parcialmente destruídos. Os danos foram na parte elétrica, telhado e grades.

Com G1 PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri