EXCLUSIVO: Cidades do Cariri começam a receber água da transposição na próxima segunda, diz Cagepa

A partir da próxima segunda-feira (5), dez municípios do Cariri paraibano serão abastecidos com as águas do Rio São Francisco, através de um sistema de integração montado entre o Rio Paraíba e a adutora do Congo.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (2) pelo diretor de expansão da Cagepa, Simão Almeida, em entrevista ao Jornal do Meio Dia da Serra Branca FM.

Os municípios que irão receber as águas do Velho Chico são Sumé, São João do Cariri, Serra Branca e o distrito de Santa Luzia do Cariri, Outro Velho, Prata, Parari, Gurjão, Livramento, São José dos Cordeiros e Monteiro.

De acordo com Simão Almeida, o sistema de captação irá funcionar em fases de testes durante 30 dias. Após os testes, o racionamento de água será encerrado nesses municípios.

Ainda de acordo com ele, após essa fase de testes, a Cagepa vai iniciar a captação de água do São Francisco para as cidades do Congo e Coxixola, uma vez que a Cagepa também concluiu a adutora de Coxixola.

Simão disse também que a vazão liberada pelo sistema de captação é maior do que aquela que era oferecida pela adutora do Congo quando o sistema estava em pleno funcionamento e, portanto, não haverá problema quanto à falta de água para as cidades da região.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

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