Volume de água em Boqueirão chega a 5,5%

O açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, no Agreste da Paraíba, termina o mês de maio com 5,5% do seu volume, de acordo com dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Segundo o órgão, o reservatório tem a capacidade máxima de 411.686.287 metros cúbicos e atingiu 22.490.419 metros cúbicos nesta quarta (31).

No dia 22, a Agência Nacional das Águas (ANA) autorizou a retirada de até 1.100 litros de água por segundo do reservatório, após ser constatada a melhora no volume. A medida, no entanto, só pode ser realizada quando o volume ficar acima de 8,2% da capacidade total e sair do volume morto, segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Com a transposição do Rio São Francisco, em um mês o açude recebeu uma recarga de mais de 7 milhões de m³ de água.

Segundo a Cagepa, com base nos cálculos feitos pela gerência, a previsão atual é de que Boqueirão atinja o volume de 8,2% até a metade do mês de junho. Entretanto, o gerente regional de abastecimento da Cagepa, Ronaldo Menezes, explica que pode haver mudanças na previsão, dependendo da oscilação ou não da vazão liberada pela transposição, ou ainda pela ocorrência de chuvas, ou o surgimento de recargas através do Rio Taperoá.

Segundo o relatório da Aesa, apenas um açude paraibano estava sangrando, o São José II, na cidade de Monteiro e outros 37 têm volume superior a 20%. O monitoramento também indica que 47 reservatórios estão em situação de observação, com volume entre 5% e 20%, com mais 42 em situação crítica, com menos de 5% do volume.

Com G1 PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri