Cidades do Cariri e Seridó querem criar um novo consórcio de saúde

Um novo consórcio entre municípios começou a ser discutido nesta segunda-feira em encontro ocorrido na Câmara de Vereadores de Santo André. Reunindo prefeitos de Santo André, Silvana Marinho, Juazeirinho, Bevilácqua Matias, Geraldo Moura de Soledade e Jefferson Roberto, de São José dos Cordeiros, o encontro discutiu a implementação do consórcio São Saruê e a possibilidade de um novo consórcio voltado para a prestação de serviços na saúde.

O São Saruê é um agrupamento já existente e que tem por objetivo a destinação correta e sustentável dos resíduos sólidos em 11 cidades do Cariri e Seridó do Estado. A possibilidade de constituir um novo consórcio voltado à saúde vem exatamente de encontro aos municípios que não são assistidos pelo CISCO, mas que tem a mesma demanda e são limitados pela referência a grandes centros já superlotados.

Para Rosenildo Alves, secretário de saúde de Santo André, a formação deste novo consórcio vai fortalecer o atendimento da população nesses municípios e diminuir o custo com aumento de serviços oferecidos.

O prefeito de Juazeirinho, Bevilacqua Matias, explicou a atual situação dos municípios que não estão ligados ao CISCO e explicou porque a consolidação de um novo consórcio é viável. “O consórcio vai desafogar centros para os quais referenciamos o atendimento de nossa população e que já não atendem nossa demanda porque estão sufocados de gente para atender”, salientou.

Poderão participar do novo consórcio de saúde as cidades que estão integradas ao São Saruê e que não estão consorciadas ao Cisco, a exemplo de Assunção, Tenório, Taperoá, Juazeirinho, Olivedos, Pocinhos, Santo André, Junco do Seridó, Salgadinho, Livramento e Soledade.

 

De Olho no Cariri

Fotos: Felipe Rodrigues

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri