ESCÂNDALO DOS CODIFICADOS: Deputado coleta assinaturas para CPI e pede investigação do MP

O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Tovar Correia Lima (PSDB), anunciou pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o “Escândalo dos Codificados” da Secretaria de Saúde do Estado. O parlamentar já coletou 10 assinaturas. Ele disse ainda que vai convocar a secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, para prestar esclarecimentos sobre o assunto e pedir que o Ministério Público investigue o caso.

“Prestadores de Serviços existem desde a década de 90, mas codificados passou a existir no governo Ricardo Coutinho. Esse é mais um escândalo desse Governo, uma gestão que não respeita as leis, que não sabe o que é transparência pública e que tenta desmoralizar as instituições”, declarou o deputado.

Tovar Correia Lima usou a Tribuna para falar sobre a lista divulgada na semana passada, de funcionários do Governo do Estado, que não constam na relação dos servidores e que recebem seus vencimentos apresentando apenas o número do CPF. São os famosos codificados.

O deputado disse que, além da divulgação dessa lista com todos os nomes e salários, o que chamou mais atenção foi algumas pessoas usarem as redes sociais para denunciarem que, apesar de estarem na relação, não recebem os valores veiculados pelo Tribunal de Contas do Estado.

Ele relatou que uma delas chegou a compartilhar a comprovação de seus rendimentos emitidos pela Secretaria de Saúde, mostrando que com descontos ficava pouco mais de R$ 2.900, quando na lista aparece que ela recebe R$ 6 mil. Uma outra pessoa informou que recebe R$ 900 e não os R$ 1.600 como constam na lista.

“Também tivemos casos de pessoas informando que não recebem salário, pois não são codificados. Além da ilegalidade desse tipo de contratação, ainda existe indício de outra irregularidade muito grave: para quem está indo o resto do salário dessas pessoas que estão denunciando que recebem menos do que consta na lista?”, questionou.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri