Nova fase da Operação Gabarito é iniciada pela Polícia Civil da Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba confirmou, na manhã desta segunda-feira (22) que já iniciou a terceira etapa da Operação Gabarito, responsável por desarticular uma organização criminosa voltada para fraudes em concursos públicos.

De acordo com a delegada Vanderleia Gadi, as atividades desta etapa começam por uma análise mais detalhada dos documentos apreendidos nas duas primeiras fases da operação.

“Por enquanto, ainda não há novos mandados de busca ou de prisão para serem cumpridos. No entanto, esse início da terceira etapa será muito importante para as investigações, pois vamos aprofundar o conhecimento que a polícia já tem e entender ainda melhor como funcionava esse esquema”, explicou a delegada.

Ao todo, 29 pessoas foram presas suspeitas de fazerem parte da quadrilha, entre elas servidores públicos e professores. As investigações apontam que pelo menos 70 concursos tenham sido alvo do esquema, que já movimentou, no mínimo, R$ 21 milhões em estados do Nordeste, Sudeste e Norte.

Na semana passada, foi noticiado que a lista de compradores de gabaritos já chega a 70 pessoas, segundo levantamento da polícia. O delegado Lucas Sá informou que seis delas já se apresentaram à Delegacia de Defraudações e Falsificações e não devem ser presas ao longo das investigações.

Lucas Sá ainda disse que membros da quadrilha que ainda não foram presos e pessoas beneficiadas que não se apresentarem serão alvos de novas fases da Operação Gabarito.

Com Amanda Gabriel – Portal Correio

Foto: Assuero Lima/Jornal Correio da Paraíba

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri