Justiça nega tutela de urgência à UFCG sobre Parque de Exposições doado à Prefeitura de Sumé

Em decisão proferida pelo juiz da 11ª Vara, Rodrigo Maia da Fonte, foi negado o pedido de tutela de urgência ajuizada pela Universidade Federal de Campina Grande, em relação ao terreno do Parque de Exposições.

A 11ª Vara Federal decidiu que o Município de Sumé detém a propriedade onde se situa o Parque de Exposições e entende que o município não está ocupando uma área da UFCG, mas sim, um espaço que o pertence.

Entenda o caso  Na plenária do Orçamento Democrático Estadual, que aconteceu em Sumé, no último 2 de maio, o governador Ricardo Coutinho anunciou que o Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (CINEP) estava realizando a doação do Parque de Exposições João Albino Pedrosa, para que a Prefeitura de Sumé o reativasse com a feira de gado.

A partir deste momento, a Universidade Federal de Campina Grande, veio a público contestar que o terreno estava dentro da sua área, alegando que o mesmo havia sido doado pelo município para a construção do Campus, através da Lei nº 911 de 2005.

Um documento datado de 2002, apresenta que o referido terreno havia sido doado à Cinep, não estando dentro da área doada para a construção do Campus, em 2005.

Foi nesse sentido que a Prefeitura de Sumé solicitou junto à Cinep a doação do terreno ao município para lá ser colocada a feira de gado, tendo em vista que as conversações tratadas com a UFCG para fazer parcerias sobre a feira de gado não avançaram.

A Prefeitura em suas alegações diz que a área jamais pertenceu à Universidade e também não era de propriedade do município quando ocorreu a doação para a construção do campus em 2005, isso porque em 2002, de acordo com a lei 826/2002, o local foi doado pelo município para a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba, doação que foi regularizada através de lavratura de escritura pública datada de 19/02/2002.

A UFCG aponta que foi surpreendida com o recebimento de um ofício por parte da Prefeitura de Sumé, cujo teor da comunicação expõe a intenção de ocupar o terreno para reinstalação do Parque de Exposições, e entrou com tutela de urgência na 11ª Vara Federal em Monteiro, para recuperar a área.

Por fim, a justiça considera que a gestão à frente da Prefeitura em 2005, não poderia ter doado o terreno à Universidade, esta parte já havia sido doada à administração do Estado da Paraíba.

O prefeito Éden Duarte em contato com a nossa reportagem informou que estava confiante que a justiça iria manter a decisão da CINEP e afirmou que está aproveitando a ida à Brasília para buscar recursos para colocar o parque em funcionamento.

Com Cariri em Destaque 

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri