Aesa intensifica fiscalização de rios e açudes na Paraíba com ajuda de drones

A retirada de água dos rios e açudes paraibanos será fiscalizada com o auxílio de mais dois veículos aéreos não tripulados (vants), popularmente conhecido por drones.

É que a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) acaba de comprar dois modelos equipados com câmeras de alta resolução para inspecionar locais de difícil acesso.

De acordo com o presidente da Aesa, João Fernandes da Silva, algumas fiscalizações já eram realizadas com drone, por meio de uma parceria com a Polícia Ambiental.

“Como nossos próprios equipamentos poderemos intensificar as inspeções e ampliar a área de monitoramento coibindo a retirada irregular de nossos rios e açudes”, informou.

Os aparelhos adquiridos para fiscalização cobrem uma distância média de seis quilômetros a partir do local de decolagem e o tempo médio de operação de cada bateria é de 25 minutos. Possuem câmeras com resolução 4K com estabilizadores mecânicos de 3 eixos e têm 24 núcleos processadores de alto desempenho.

A utilização da água dos rios e açudes requer uma autorização especial conhecida como outorga, um ato administrativo que garante ao usuário o direito de uso dos recursos hídricos, mediante prazo determinado, nos termos e condições expressas no documento.

“É importante lembrar que existe uma legislação que regulamenta o uso dos recursos hídricos. Antes de perfurar um poço, iniciar projetos de irrigação, piscicultura e carcinicultura, é preciso solicitar uma autorização na Aesa”, acrescentou João Fernandes.

A Aesa é responsável por gerenciar o uso das águas, protegendo o interesse público e podendo suspender a licença em caso de conflito, escassez ou ainda pelo não cumprimento dos termos da outorga, entre outros casos.

Outras informações sobre autorização para uso dos recursos hídricos estão disponibilizadas no site da Aesa.

 

De Olho no Cariri

Com Secom

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri