Professores fazem ato para pedir negociação do Estado sobre greve na UEPB

Professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) promovem na manhã desta quarta-feira (10), um ato na Praça dos Três Poderes, em João Pessoa, para tentar estabelecer diálogo com o governo do Estado. Eles alegam que querem negociar uma saída para a greve na instituição, que já dura 28 dias.

Segundo o Comando de Greve, a mobilização vai contar com participantes dos oito campi da UEPB.

“O intuito dessa atividade é pressionar o governo do Estado no sentido de criar um canal de comunicação e de negociação sobre a nossa pauta de reivindicações e em defesa da UEPB”, afirmou o professor Edson Holanda, integrante do Comando de Greve dos Docentes da UEPB.

Desde o dia 12 de abril que os professores da UEPB entraram em greve, deixando 18 mil estudantes sem aulas por tempo indeterminado. No dia 26, os demais servidores da instituição também aderiram à paralisação e suspenderam as atividades.

A UEPB alega que enfrenta grave crise financeira e disse que entrou com uma ação contra o Estado para o pagamento de duodécimo. O governo alegou que não há redução de duodécimo e que os R$ 2 milhões descontados dos R$ 26 milhões são para a reserva do 13º dos servidores da instituição.

Com Portal Correio

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri