População de Caraúbas cobra da Cagepa reativação do abastecimento local por meio do açude de Campos

O açude de Campos, principal manancial da cidade de Caraúbas, recebeu uma recarga de água advinda das chuvas e está com 8% de sua capacidade. Mesmo com água armazenada, a população sofre com as condições precárias de abastecimento e a Cagepa não retomou o fornecimento de água a partir do sistema local.

Segundo informações de populares que procuraram à reportagem do portal De Olho no Cariri, há cerca de um mês o açude está com água e ainda assim a Cagepa não retomou o abastecimento local, deixando a população a mercê do carro pipa.

De acordo com o morador de Caraúbas, Alan Róger, a Prefeitura tem feito todo o esforço para garantir o abastecimento da cidade através dos carros pipas, mas é muito desgastante para a população depender apenas deste meio de abastecimento. Para ele, a Cagepa não tem motivos para estar postergando a reativação do sistema local; muito menos fazer os caraubenses esperarem pela captação da água da transposição que ainda está em fase de estudos.

O prefeito Silvano Dudu disse que já fez ofício endereçado à Cagepa e solicitou do deputado estadual Adriano Galdino uma intervenção junto ao órgão para retomar o abastecimento local através do açude de Campos. Segundo o gestor, o diretor regional da Cagepa prometeu realizar estudos para retomar o abastecimento, mas até o momento não deu uma resposta concreta.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri