Racionamento em Campina Grande deve ser reduzido na próxima semana, prevê Cagepa

O racionamento de água em Campina Grande deve ser reduzido a partir da próxima semana, conforme a chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco no espelho d’água do Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. De acordo com a previsão da gerência regional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), o fornecimento vai ser ampliado em quase um dia para as zonas 1 e 2. As águas da transposição chegaram à bacia hidrográfica do açude na madrugada da quarta-feira (12).

Segundo Ronaldo Meneses, gerente regional da Cagepa, o órgão foi autorizado a prorrogar o abastecimento da zona 2 e antecipar o fornecimento da zona 1. Com a mudança, o fornecimento de água na zona 1 vai passar a se iniciar no fim das tardes de domingo e a zona 2 vai passar a receber água até as manhãs de domingo. No modelo atual de racionamento, o abastecimento da zona 1 começa na segunda-feira e finaliza na quarta-feira. Já a zona 2 recebe água da quinta-feira até o sábado.

Ainda de acordo com o gerente, o racionamento só vai ser encerrado quando o açude atingir cerca de 8,2% da capacidade total, saindo assim do volume morto. Segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o açude Epitácio Pessoa tem capacidade para armazenar 41.686.287 metros cúbicos de água, mas atualmente está com 12.239.445, o que corresponde a 3% do volume total.

O racionamento na região abastecida pelo açude começou em 6 de dezembro de 2014, quando o manancial estava com 24% do volume. O açude entrou no volume morto em 18 de junho de 2016 ao atingir a marca de 8,22%, o que corresponde a 33,875 milhões de metros cúbicos de água. O volume morto é considerado quando o nível do açude fique abaixo do sistema de captação convencional, por meio de gravidade.

Com G1 PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri