Presidente da Cagepa desmente boatos e garante que Monteiro já vem sendo abastecida com águas do São Francisco

O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Hélio Paredes Cunha Lima, desmentiu, nesta quarta-feira (12), os boatos de que a população da cidade de Monteiro não está sendo beneficiada com as águas da transposição do rio São Francisco.

“Não sei se por desinformação ou má fé, mas o fato é que tem crescido muito nos últimos dias a divulgação de que, mesmo passando por Monteiro, as águas da transposição não estão chegando à população. Isso não é verdade! Atualmente, abastecemos a cidade com 35 litros d’água por segundo captados do açude São José, que passou a ser alimentando com as águas do São Francisco. Esse volume corresponde a 67% do necessário para abastecer Monteiro, que precisa de 52 litros por segundo”, pontuou.

O presidente da Cagepa explicou que o abastecimento de Monteiro está sendo complementado pelo sistema adutor do Congo, possibilitando que algumas áreas da cidade fique apenas um dia da semana sem água (veja quadro abaixo).

Hélio Cunha Lima adiantou que até o início de maio, a Cagepa estará concluindo as obras de captação d’água do São Francisco no leito do rio Paraíba para alimentar o sistema do Congo. “Com isso, o abastecimento de Monteiro e de várias outras cidades do Cariri paraibano será resolvido de forma definitiva”, observou.

Veja abaixo como está funcionando o sistema de abastecimento d’água em Monteiro:

Segunda-feira
Toda a cidade é abastecida

Terça-feira
Falta água no Centro da cidade e nos bairros da Várzea e Feliz Retiro (restante da cidade abastecida)

Quarta-feira
Falta água na Vila Popular, nos bairros Honório Lopes e Jardim Alvorada e ruas Luiz Barbosa de Oliveira e Carlos Ferreira de Moura no Bairro Feliz Retiro (restante da cidade abastecida)

Quinta-feira
Falta água nos bairros Quinta da Boa Vista, Alto da Bela Vista, Alto da Serra e da AABB – próximo à Churrascaria de Chova até a UPA – (restante da cidade abastecida)

Sexta-feira
Toda a cidade é abastecida

Sábado
Toda a cidade é abastecida

Domingo
Toda a cidade é abastecida

Municipalização – Questionado sobre a tese de municipalização do serviço de água que está sendo ventilada pela Prefeitura de Monteiro, o presidente da Cagepa preferiu não polemizar, mas alertou para o perigo da proposta. “Tem muita gente por aí vendendo dificuldades e falando em municipalização, quando na realidade o interesse mesmo é privatizar o serviço”, enfatizou.

Ele disse que a Cagepa vai continuar trabalhando para garantir a todos os paraibanos o acesso a água de boa qualidade, assim como fez em Monteiro, quando investiu mais de R$ 1 milhão na melhoria do sistema de esgotamento sanitário da cidade, evitando a poluição das águas do São Francisco que em breve abastecerão dezenas de municípios no Estado.

Com Secom

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri