Vereadores vão ao Ministério Público contra Cagepa por descumprimento de seu próprio racionamento

A Cagepa definiu na semana passada um cronograma de racionamento de água do açude de Sumé entre as cidades atendidas pela adutora do Congo. O que ninguém esperava é que esse cronograma fosse uma peça de ficção e a população continuasse sem água nas torneiras, mesmo com o açude de Sumé com 4% da capacidade de água.

Por causa disso os vereadores de São João do Cariri Francisco Júnior, Marcos Enfermeiro e José Robson Brito fizeram ofício endereçado ao promotor de justiça da comarca, Dr. José Bezerra Diniz, pedindo uma providência do Ministério Público para pressionar a Cagepa a cumprir com sua própria palavra.

Para os parlamentares, a Cagepa precisa ser responsabilizada pelo descumprimento do próprio racionamento que organiza e pelo fato de não prestar esclarecimentos à população quanto a não oferta do serviço.

Para Francisco Júnior, a Cagepa há tempos demonstra desrespeito com a população do Cariri e cada vez mais consegue surpreender com o desserviço prestado na região e em especial em São João do Cariri. Para ele, o anúncio do racionamento mais pareceu uma peça de ficção para desviar o foco da possibilidade de privatização a que a empresa estava sujeita.

O promotor recebeu o ofício e disse que estudaria medidas contra a empresa.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri