Reitor da UEPB à SBFM: “Parece uma piada o secretário querer me ensinar a administrar”

O reitor da Universidade Estadual da Paraíba, professor Rangel Júnior, concedeu entrevista à Serra Branca FM durante o Jornal do Meio Dia desta segunda-feira (10) e classificou como ‘piada de mau gosto’ as declarações do secretário de Comunicação do Estado, Luís Tôrres, que afirmou estar o governo retendo R$ 2 milhões em caixa para poder pagar o 13° salário dos professores, pelo fato da reitoria não saber gerir os recursos.

Segundo o reitor, o secretário de Comunicação do Estado mal sabe administrar uma conta bancária da secretaria e reforçou que essa retenção de verba é ilegal e deverá ser revertida na Justiça.

“Duas coisas são visíveis nessa declaração infeliz do secretário a mim direcionada: uma que parece ser uma piada, e de mal gosto, e a outra é uma mentira vergonhosa. O que parece uma piada é o secretário querer me ensinar a administrar. Primeiro, que ele nem sabe administrar. O que ele administra é apenas uma conta bancária da secretaria, da qual ele é dirigente. Eu venho, há quatro anos e três meses, a duras penas, sustentando uma estrutura, a cada ano, com mais dificuldades. Dizer que a UEPB é mal administrada me parece uma piada, pois há um mês o governador disse que não havia problema de gestão na universidade. Eu prefiro acreditar no governador do que no secretário. Acho que estão escondendo informações do governador. Não são apenas R$ 2 milhões que o governo está retendo e essa retenção é ilegal” – comentou Rangel Júnior.

O reitor ainda afirmou que o pagamento do 13° salário dos professores deve ser feito pela UEPB, mas que o governo não repassa o dinheiro. Ele frisou também que a retenção dessa verba pode estar sendo usada para outros fins e que a lei de autonomia não está sendo respeitada.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri