Câmara tira controle da Bacia do Rio Paraíba da Cagepa e passa para Codevasf

Acabou no início da tarde desta quarta-feira (05), votação na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Federal de projeto de Lei de iniciativa do Executivo aprovando que o controle e manuseio da Bacia do Rio Paraíba passará a ser da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Com esta decisão ainda carecendo de aprovação da CCJ – Comissão de Constituição e Justiça – a Cagepa, empresa de abastecimento de água e saneamento do Governo do Estado perde o controle e exploração, como se dá na atualidade.
Até o fechamento desta matéria, a Cagepa e a Codevasf não haviam se pronunciado.
A decisão da Câmara acontece um dia após o governador Ricardo Coutinho (PSB) descartar privatizar a Cagepa, contrariando orientação do Governo Federal.
A Codevasf

A Codevasf é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional que promove o desenvolvimento e a revitalização das bacias dos rios São Francisco, Parnaíba, Itapecuru e Mearim com a utilização sustentável dos recursos naturais e estruturação de atividades produtivas para a inclusão econômica e social.
A bacia do São Francisco tem uma extensão de 640.000 km² e abrange porções  dos Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Goiás e estreita faixa no Distrito Federal. A bacia do Parnaíba, com extensão de 330.000 km², abrange parte dos Estados do Piauí e do Maranhão. Já as águas do rio Itapecuru (52.500 km²) e do Mearim (96.000 km²) banham o estado do Maranhão.
A empresa mobiliza investimentos públicos para a construção de obras de infraestrutura, particularmente para a implantação de projetos de irrigação e de aproveitamento racional dos recursos hídricos. É reconhecida principalmente pela implantação de polos de irrigação, a exemplo do Polo Petrolina–Juazeiro.
Investe também na aplicação de novas tecnologias, diversificação de culturas, recuperação de áreas ecologicamente degradadas, capacitação e treinamento de produtores rurais, além da realização de pesquisas e estudos socioeconômicos e ambientais, entre outras ações. Um trabalho que gera emprego e renda para a população residente em sua área de atuação.
No âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, a empresa realiza constantes investimentos em ações de controle de processos erosivos, esgotamento sanitário e coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos.
Além disso, a Codevasf contribui para o fortalecimento dos arranjos produtivos locais em comunidades rurais, especialmente em áreas tradicionalmente afetadas por longas estiagens, promovendo a inclusão produtiva de famílias por meio do fomento a atividades como apicultura, piscicultura, maricultura, ovinocaprinocultura, cajucultura, entre outras.
Segundo o balancete o demonstrativo financeiro do 3º trimestre de 2016 o patrimônio da empresa é de:
TOTAL DO ATIVO
Setembro 2.846.429.041,88
Agosto 2.707.835.385,82 e
Julho 2.610.126.531,90
TOTAL DO PASSIVO
Setembro 2.846.429.041,88
Agosto 2.707.835.385,82 e
Julho 2.610.126.531,90

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri