Policial militar tira a própria vida e choca população de Camalaú e região

A noite desta segunda-feira (03) foi de luto para a cidade de Camalaú, cidade localizada no Cariri Ocidental Paraibano. O sargento da Polícia Militar da Paraíba, Pedro Adalberto, cometeu suicídio no quintal de sua casa com um tiro contra a cabeça.

De acordo com informações repassadas pelo comandante do Batalhão da PM de Monteiro, o policial estava em casa na companhia de dois sobrinhos, quando se afastou um instante deles e cometeu o ato extremo. Ainda segundo Coronel Simão, o sargento Adalberto, como era conhecido, sofria ultimamente com apatia e sinais de depressão, o que deve ter motivado sua morte.

O PM Pedro Adalberto era, segundo relato de amigos e colegas de trabalho, um cidadão de conduta reta, que chegou as terras camalauenses no início dos anos 90. Ele é natural de Juazeirinho e lá reside boa parte de sua família. Era casado com a professora Maria Anunciada (Tita) e com ela teve um filho.

O policial era também um exemplar agente de segurança e o Batalhão da Polícia Militar lamentou profundamente a partida de um dos seus componentes.

Até o fechamento desta matéria o sepultamento do sargento Adalberto não foi divulgado pela família.

De Olho no Cariri

 

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri