Alunos da rede pública da PB terão aulas sobre empreendedorismo

A cultura empreendedora vai entrar na rotina de mais de 2,5 mil alunos dos ensinos fundamentais, médio e superior da Paraíba. Ao longo deste ano, estudantes do Litoral ao Sertão do Estado terão aulas sobre noções de empreendedorismo em escolas e universidades. A ação faz parte do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE) promovido pelo Sebrae Paraíba, em parceria com o poder público e instituições de ensino superior.

No ano passado, foram qualificados mais de 500 professores que trabalharam o empreendedorismo dentro das salas de aula com mais de 5 mil alunos do ensino fundamental e médio de 30 escolas municipais e estaduais.  De acordo com a analista técnica do Sebrae Paraíba e gestora de Educação Empreendedora do Sebrae Paraíba, Socorro Vasconcelos, o PNEE tem o objetivo ampliar, promover e disseminar a educação empreendedora nas instituições de ensino, por meio da oferta de conteúdos de empreendedorismo nos currículos.

“Nosso foco são os estudantes, mas, como estratégia, atuamos com os professores. Costumo dizer que esta é uma parceria de especialistas: o Sebrae especialista no tema Empreendedorismo e os professores especialistas em sala de aula. Os professores são capacitados pelo Sebrae para trabalhar com a metodologia em sala junto aos estudantes”, explicou Socorro Vasconcelos.

A analista disse que as ações do programa estão direcionadas para todos os níveis de ensino da educação formal, oferecendo metodologias renovadas voltadas para formação de estudantes, denominados potenciais empreendedores e identificados como público-alvo do Sebrae. No ensino fundamental, o trabalho é voltado para crianças entre 6 e 14 anos. Já no ensino médio, as atividades são direcionadas para adolescentes na faixa etária de 14 a 18 anos.

“Com este trabalho, o Sebrae pretende contribuir para a construção de um novo perfil de estudante, propondo metodologias educacionais que têm como base a educação por competências contextualizadas com o atual cenário socioeconômico, considerando, também, que a maior parte dos jovens matriculados no ensino formal, sobretudo no ensino médio, não podem esperar concluir o ensino superior para serem considerados “aptos” a terem uma vida produtiva ativa. Eles precisam ter na educação básica uma formação que possibilite encontrar oportunidades para escolher seu próprio caminho e garantir um desenvolvimento contínuo”, destacou.

No ano passado, projeto de Educação Empreendedora do Sebrae Paraíba no ensino fundamental foi realizado em escolas das cidades Alcantil, Prata, Água Branca, Teixeira, Solânea, Sossego, Dona Inês, Frei Martinho, Pedra Lavrada, Bananeiras, Salgadinho, Cajazeiras e Caaporã.

Já ações com alunos do ensino médio aconteceram em escolas de João Pessoa, Uriraúna, Cajazeiras, Cachoeira dos Índios, Poço José de Moura, Poço de Dantas, Bom Jesus, Juripiranga, Ingá, Zabele, Pariri, São João do Cariri, Gurjão, Sumé, Serra Branca, Prata, Monteiro e Camalaú.

De Olho no Cariri

Com Ascom

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri