Cinco cidades do Cariri recebem neste mês projeto Cine Sesi Cultural

Desde o último dia 17, municípios paraibanos começaram a receber o projeto Cine Sesi Cultural, que oferece cinema gratuito para a população. Ao todo, foram contemplados 40 municípios do estado e as exibições itinerantes acontecem até o mês de agosto. Confira a programação completa aqui.

O Cine Sesi Cultural já passou pelos municípios de Aroeiras, Natuba, Umbuzeiro, Gado Bravo, queimadas e Ingá. Neste mês de abril, cinco cidades do Cariri paraibano irão receber o projeto, sendo elas, Boqueirão, Taperoá, Cabaceiras, Sumé e Serra Branca.

O projeto tem por objetivo levar cinema a céu aberto para localidades que já não têm mais sala de exibição ou que nunca tiveram. Além disso, há a realização de oficinas de animação para os jovens das cidades interioranas. O resultado das oficinas pode ser visto na grande tela nos dias de exibição do projeto, com uma superprodução do SESI-PB.

“Por meio do cinema, conseguimos levar de forma ampla o sentimento, a educação e a cultura para as pessoas. Aproximando, assim, todos os povos para arte que confraterniza”, afirma Francisco Buega Gadelha, Diretor Regional do Sesi.

As projeções acontecem numa tela de cinco metros de altura por doze de largura, com som e imagem em alta definição, elevadíssima qualidade técnica e de conteúdo, no mesmo nível das melhores salas de exibição do País. A ocupação do espaço público através da arte é valorizada na escolha das pracinhas e ruas dos municípios.

O projeto realizado pelo Instituto Origami tem a curadoria de Lina Rosa, que prioriza curtas e longas-metragens nacionais com foco na excelência da linguagem em sua forma e conteúdo. Histórias que estimulem a capacidade de reflexão, o pensamento crítico e criativo e o direito de sonhar e de sorrir. “É um trabalho pela democratização do acesso à cultura da sétima arte com inclusão, respeito à inteligência do espectador e a ocupação de patrimônios históricos e naturais”, reforça a curadora.

Um outro foco do projeto é a educação. A curadora explica que o intercâmbio entre as escolas e o cinema também é estimulado a partir do convite de transformar a ida ao cinema em aula de campo, para ser trabalhada em sala de modo multidisciplinar. Isso acontece através de um manual pedagógico sugerido pelo projeto, focado em um dos longas exibidos.

Além disso, o Sesi busca tornar o projeto acessível para todos os públicos. A comunidade de pessoas com deficiência auditiva será contemplada pelas legendas que constarão nos longas-metragens; enquanto voluntários para fazer audiodescrição também estarão disponíveis para pessoas com deficiência visual que forem ao cinema. O acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de mobilidade foi pensado de modo a facilitar a locomoção.

Filmes exibidos

 Além das animações produzidas pelos alunos das oficinas da Paraíba, a programação de 2017 conta com os curtas-metragens “Sophia”, de Kennel Rogis, “Guida”, de Ricardo Machado e Rosana Urbes e “Caminho dos Gigantes”, de Alois di Leo . Os longas-metragens “O Menino no Espelho”, de Guilherme Fiuza Zenha; “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert; e a animação da Disney “Zootopia”, dos diretores Rich Moore e Byron Howard também estão no roteiro.

Clique aqui e confira os trailers e a sinopse dos filmes.

De Olho no Cariri

 

 

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri