Câmara arquiva PEC que permitiria cobrança por cursos em universidades públicas

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, que permitiria às universidades cobrarem por cursos de pós-graduação lato sensu (especialização), de extensão e de mestrado profissional foi arquivada. Eram necessários 308 votos para a aprovação da matéria em segundo turno na Câmara dos Deputados, mas 304 parlamentares se posicionaram a favor e 139, contra.

O texto já havia passado pela Câmara em primeiro turno e alterava o Artigo 206 da Constituição Federal, que determina a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. Na ocasião, os parlamentares aprovaram um substitutivo do deputado Cléber Verde (PRB-MA), que alterou a proposta inicial para incluir o mestrado profissional como passível de cobrança. O tema foi o principal ponto de polêmica entre os deputados. Parte da base aliada defendeu a medida, e a oposição contestou os argumentos dos governistas, alegando que a proposta poderia levar à privatização do ensino público.

Antes da rejeição da PEC, Celso Pansera (PMDB-RJ) negou a intenção de privatizar o ensino público. Para o deputado, a iniciativa iria suprir uma demanda do mercado por cursos de especialização. “A modernização do sistema produtivo cria demandas pontuais por cursos de pós-graduação lato sensu (em sentido amplo). As universidades públicas têm quadros preparados para prestar esse serviço ao futuro do país e não conseguem porque a legislação não permite”, sustentou.

O líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), disse que a cobrança de mensalidades flexibiliza o direito à educação assegurado na Constituição e que a medida poderia acabar sendo estendida para outras etapas de ensino. “Onde a gente vai parar? Primeiro é a vírgula da pós-graduação, depois a graduação e depois a educação básica”, afirmou.

Com Agência Brasil

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Policiais civis da Delegacia de Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, cumpriram, na manhã desta quinta-feira, um mandado de prisão preventiva contra um homem identificado pelas iniciais J.G.S., investigado pelo crime de estupro de vulnerável.

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria mantido relação sexual com uma criança de 11 anos. Como consequência da violência, a menina engravidou e deu à luz uma bebê, que está com cerca de 20 dias de vida.

O suspeito foi localizado enquanto trabalhava em uma cerâmica no município de São José do Sabugi, cidade vizinha a Santa Luzia. Após a prisão, ele foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, o homem já teria sido responsabilizado anteriormente por outros crimes praticados no município de Santa Luzia.

A prisão ocorreu menos de 24 horas após outra ação da equipe investigativa da Delegacia de Santa Luzia, que também resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva.

A Polícia Civil destacou que as ações fazem parte do trabalho de investigação e responsabilização de suspeitos, com o objetivo de contribuir para a segurança e a paz social na região.

A população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 197.