Técnicos do Estado e da Integração Nacional farão visita às obras da transposição

transposicaoTécnicos em recursos hídricos do Governo do Estado e do Ministério da Integração Nacional realizarão uma visita técnica às obras da transposição do rio São Francisco nestas quinta (7) e sexta-feira (8). O objetivo é avaliar o andamento das construções no Eixo-Leste, que têm 217 quilômetros de extensão e vai da cidade de Floresta, em Pernambuco, até o município de Monteiro, no cariri paraibano.

Em Pernambuco, a água captada pelo canal de aproximação no lago de Itaparica será levada por duas estações de bombeamento até os reservatórios Braúnas e Mandantes. Na sequência, o transporte será feito por mais quatro estações, passando por canais, reservatórios e um túnel, até chegar ao açude Poções, na Paraíba.

“Soubemos que nesse trajeto, das seis estruturas que compõem o empreendimento, três já estão prontas e as demais em execução. Uma delas inclusive já estaria com avanço de 98% dos trabalhos. Mas queremos ver isso de perto, conversando com os engenheiros e vendo a melhor forma de nos prepararmos para receber essas águas”, comentou o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes da Silva.

A caravana organizada pela Aesa terá especialistas em recursos hídricos da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Secretaria Estadual da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia (Seirhmact), além de representantes do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual de Campina Grande (UECG), Comitês de Bacias Hidrográficas, políticos e líderes comunitários.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco levará água a mais de 12 milhões de pessoas em quatro estados – Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e, de acordo com o Ministério da Integração, o andamento das obras nos dois eixos já ultrapassa os 86%.

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A Operação Mata Atlântica em Pé, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e órgãos ambientais, aplicou 15 autos de infração por desmatamento ilegal em quatro municípios paraibanos. A ação foi deflagrada entre 17 e 27 de agosto e atingiu mais de 230 héctares.

As multas, que ultrapassaram os R$ 2 milhões, foram aplicadas nas cidades de São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de sete alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta.

Operação nacional

Nos 17 estados participantes, incluindo a Paraíba, foram mais de 8 mil hectares autuados e as multas ultrapassaram os R$ 100 milhões.

A Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal. Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo.

Penalidades

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas e a reparação integral dos danos ambientais e climáticos, sem prejuízo na apuração da responsabilidade nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio