Paraíba tem 71 casos confirmados de microcefalia, diz Ministério da Saúde

saude-bebes-com-microcefalia-sao-acompanhados-no-acre-1-10122015A Paraíba tem 71 casos confirmados de microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Saúde. Estão sendo investigados 447 casos suspeitos, enquanto que 308 já foram descartados.

Em todo o país, o Ministério da Saúde está investigando 4.231 casos. Dos casos já analisados, 745 foram confirmados e 1.182 descartados. Desde o início da investigação, foram notificados 6.158 casos suspeitos de microcefalia.

A Paraíba é o terceiro estado com o maior número de casos investigados, atrás apenas de Pernambuco (1.214) e Bahia (609). A lista segue com Rio de Janeiro (289), Rio Grande do Norte (278) e Ceará (252).

O Ministério da Saúde esclarece que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus da zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

Novo padrão

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (9) que passou a adotar desde a semana passada os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) para definir se a criança tem microcefalia. Até então, o Brasil considerava a condição em bebês com perímetro da cabeça igual ou menor a 32 cm – conforme recomendava a OMS. A organização mudou o critério no fim de fevereiro. Agora, a medida caiu para 31,9 cm para meninos e 31,5 cm para meninas.

Segundo o coordenador-geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública, Wanderson Oliveira, todas as secretarias regionais estão cientes do novo critério. “O que a OMS traz para a gente é uma padronização internacional que nos ajuda a organizar e comparar os dados com outros países.”

Oliveira disse que serão notificados apenas casos de crianças que se encaixem no novo critério. “O que não significa que, caso uma dessas crianças apresente alguma necessidade especial, elas não serão identificadas”, afirmou.

 

Com G1

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé