Ex-prefeitos caririzeiros são condenados pela Justiça

ex-prefeitosDois ex-prefeitos do Cariri Paraibano foram condenados pelo Tribunal de Justiça. Um deles foi o ex-prefeito de Gurjão José Carlos Vidal, que foi condenado a dois anos de prisão, acusado de desvio de recursos federais. A ação relata que o ex-gestor pagou à Terracota Construções e Incorporações Ltda a quantia de R$ 73.437,47 por serviços que não foram realizados.

A prefeitura de Gurjão firmou convênio com a Funasa, no valor de R$ 400 mil, para obra de esgotamento sanitário. Ocorre que uma fiscalização feita pela Funasa constatou que a obra não foi realizada em sua totalidade. Ademais, apesar de José Carlos Vidal, na qualidade de prefeito, ter repassado para a empresa Terracota a quantia total do valor da obra, só foram empregados R$ 188.310,48.

Em suas alegações finais, José Carlos Vidal alegou que a Funasa, no parecer nº 438|2011, concluiu pelo cumprimento da execução física da obra, de modo que não houve desvio de verbas federais. Por fim, alegou a ausência de dolo, razão pela qual pediu a sua absolvição.

Na sentença publicada nesta quarta-feira (24) no diário da Justiça Federal, o juiz Gilvânklim Marques de Lima, da 11º Vara Federal, ressalta que “ficou demonstrado que o município de Gurjão pagou à Terracota Construções e Incorporações Ltda. A quantia de R$ 73.437,47 por serviços que não foram realizados, durante a execução da obra objeto da Tomada de Preços nº 01|2006”.

Já o outro ex-prefeito do Cariri que foi condenado pela justiça, foi o ex-prefeito de Cabaceiras Arnaldo Júnior, que teve os direitos políticos suspensos por três anos. A decisão é da Terceira Câmara Cível, do Tribunal de Justiça, que negou recurso do gestor.

Ele é acusado de irregularidades na execução de um convênio firmado com o Ministério do Turismo, no valor de R$ 30.900,00, objetivando a realização em 2004 do “São Pedro em Cabaceiras é Bom Demais”.

Conforme consta na ação, a prefeitura deixou de realizar licitação para a constatação da empresa responsável pela realização do evento, sendo este o motivo principal da sua condenação. “A ausência de procedimento licitatório concernente à contratação de um bem ou serviço pela administração pública constitui ato de improbidade administrativa”, destacou a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, relatora do processo.

Para ela, a sanção de suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos não é excessiva, tendo sido aplicada dentro dos parâmetros mínimos previstos na lei. “Como as irregularidades constatadas são frutos de análise da prestação de contas procedida pelo Ministério do turismo, e esses vícios transgridem os postulados da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e supremacia do interesse público, está caracterizado o ato ímprobo pelo descumprimento dos princípios norteadores da administração pública”, escreveu a magistrada.

 

De Olho no Cariri
Com informações do JP

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé