Petistas querem que STF dê poder ao Senado para recusar impeachment

dilma-rousseff-sorriParlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmaram nesta segunda-feira (14) que esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça a possibilidade de o Senado recusar a instauração de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff antes do julgamento final sobre a manutenção ou cassação do mandato da petista.

Após reunião na sede do partido, em Brasília, deputados e senadores petistas comentaram as “perspectivas” para o julgamento da próxima quarta-feira (16) no qual os ministros da Suprema Corte devem definir o rito do processo.

“O Senado não é um mero órgão carimbador do que vem da Câmara. O Senado pode e deve, do nosso ponto de vista, exercer o que nós chamamos de juízo de admissibilidade. O Senado pode nem chegar ao mérito, pode simplesmente entender o seguinte: não é caso de impeachment e determinar o arquivamento. E nós estamos pedindo que o Supremo reconheça isso”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ).

A possibilidade de o Senado recusar o processo é um dos pedidos da ação do PC do B que será julgada pelo STF. O partido também defende que só na eventualidade de o Senado aprovar a abertura do processo é que a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada do cargo provisoriamente, por até 180 dias, até a decisão final sobre o impeachment.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que o ex-presidente Fernando Collor de Mello só foi afastado do cargo, em 1992, após essa decisão do Senado. Para o parlamentar petista, Dilma tem uma base mais favorável na Casa para impedir a deposição.

“O Senado hoje tem uma base parlamentar bem mais favorável à presidente do que a Câmara”, destacou o senador.

A única divergência entre os parlamentares sobre o afastamento é em relação à maioria necessária no Senado para instaurar o processo e afastar a presidente. Para Damous, são necessários os mesmos 2/3 dos 81 senadores para isso.

Lindberg diz que, conforme já decidido no caso Collor, é suficiente maioria simples (metade mais um, presentes 41 na sessão).

Líder do partido na Câmara, Sibá Machado afirmou esperar que o STF estabeleça o rito de forma neutra.

“O que esperamos é que possa tirar o que estava acontecendo. O rito não pode ser feito pelo presidente da Câmara, tem que ser feito por uma instância minimamente neutra. Aquela Casa [Câmara] diz que não vai fazer julgamento com base em autos, quer fazer julgamento eminentemente político. Aqueles que pretendem o impeachment estão praticando um golpe, não há fato”.

Na reunião na sede do partido, deputados e senadores também discutiram formas de apoio a manifestações previstas para a próxima quarta (16) contra o impeachment.

Segundo o líder do PT na Câmara, as manifestações devem reunir movimentos sociais e centrais sindicais ligadas ao partido para se contrapor aos protestos deste domingo que pedem a saída de Dilma.

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A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta sexta-feira mais uma Feira de Saúde na zona rural. A ação aconteceu na Unidade Âncora de Saúde da comunidade Riacho da Roça e reuniu moradores da localidade e de comunidades vizinhas.

Ao todo, 153 atendimentos foram realizados durante a programação, que concentrou diferentes serviços de saúde em um único local. Os moradores tiveram acesso a consultas médicas e de enfermagem, atendimento odontológico por meio da unidade móvel, vacinação, marcação de consultas, emissão e atualização do Cartão SUS, coleta para exames laboratoriais, fisioterapia e regulação de exames.

A Farmácia também esteve presente durante a ação. Com isso, os pacientes que receberam prescrição e tinham o medicamento disponível puderam sair do atendimento já com o remédio em mãos.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Niedja Rodrigues, a Feira de Saúde permite levar para as comunidades serviços que normalmente exigiriam o deslocamento dos moradores para a cidade.

“Na feira de hoje, fizemos questão de trazer mais serviços. Tivemos dois médicos, laboratório, farmácia, fisioterapia e regulação de exames, para que o usuário possa sair daqui com o exame regulado e, quando necessário, com o medicamento em mãos”, explicou.

A Unidade Âncora do Riacho da Roça já funciona regularmente a cada 15 dias, com atendimento médico, de enfermagem e odontológico, além da atuação de técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Nesta sexta-feira, a estrutura foi ampliada com a presença de outros profissionais e serviços.

O atendimento odontológico também terá continuidade. A unidade móvel permanecerá na região por mais uma semana, permitindo que outros moradores tenham acesso ao serviço.

O prefeito de Sumé, Manezinho Lourenço, acompanhou a programação e destacou a importância de levar os atendimentos para mais perto das comunidades rurais.

“A gente sabe da dificuldade de quem mora na zona rural para se deslocar em busca de atendimento. Por isso, é importante trazer os serviços para perto dessas pessoas e garantir que elas tenham acesso ao atendimento de que precisam”, afirmou.

Além dos serviços de saúde, 30 crianças receberam kits escolares por meio do programa Criança na Escola.

A Feira de Saúde já passou pelo Assentamento Mandacaru e pelo Sítio Santo Agostinho. A próxima edição está programada para o dia 11 de setembro, na comunidade do Sítio Jurema.

Também acompanharam a ação o secretário municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, Vicente Lourenço, e o vereador Damião Rildo.

De Olho no Cariri

Ascom – Prefeitura de Sumé