Golpe do “número de confiança” faz vítimas em Monteiro e acende alerta para invasão de WhatsApp e redes sociais

Uma nova modalidade de golpe virtual está preocupando moradores de Monteiro e região. Criminosos estão utilizando contas de pessoas conhecidas das vítimas para iniciar uma abordagem aparentemente inofensiva e, dias depois, tentar obter acesso ao celular, ao WhatsApp e às redes sociais.

Um dos casos recentes aconteceu com uma moradora de Monteiro. Segundo relato do esposo da vítima, tudo começou quando ela recebeu pelo WhatsApp uma mensagem enviada a partir da conta de uma pessoa de sua confiança. Na conversa, o contato dizia estar finalizando um anúncio no Mercado Livre e afirmava que a plataforma solicitava um “número secundário de confiança”, perguntando se poderia utilizar o telefone da vítima.

Por conhecer a pessoa que aparecia como remetente, ela não desconfiou da solicitação. No entanto, segundo o relato da família, aquela primeira mensagem fazia parte da preparação do golpe.

Cerca de quatro dias depois, a vítima recebeu uma ligação de pessoas que se apresentaram como representantes de uma plataforma de pagamentos. Durante a conversa, os criminosos citaram o nome da pessoa que havia feito o primeiro contato e mencionaram detalhes da mensagem anterior, aumentando a aparência de legitimidade da abordagem.

Em seguida, solicitaram que a vítima realizasse um procedimento no aparelho e compartilhasse a tela. Conforme o relato, ela recebeu um link e, após acessá-lo, o telefone apresentou comportamento anormal, com a tela escurecendo e o aparelho reiniciando.

De acordo com a família, logo depois houve perda de acesso a contas como WhatsApp, Instagram e Facebook. Os criminosos passaram então a utilizar os perfis e contatos da vítima para tentar aplicar novos golpes, inclusive enviando mensagens com pedidos de dinheiro via Pix.

“Quando eles conseguem o acesso, tudo acontece muito rápido. Começam a mandar mensagens para os contatos e fazer disparos. Graças a Deus, conseguimos agir rapidamente, bloquear as contas e os cartões e não tivemos prejuízo financeiro”, relatou o esposo.

Ainda segundo ele, conhecidos começaram a telefonar para a família após receberem as mensagens suspeitas, o que ajudou a identificar rapidamente a fraude e divulgar o alerta. Até o momento, a família não teve conhecimento de pessoas que tenham realizado transferências em razão das mensagens enviadas pelos golpistas.

O caso também chama atenção porque a primeira abordagem pode partir da conta de alguém conhecido, que possivelmente já teve seu próprio perfil comprometido. Assim, a mensagem chega acompanhada da confiança existente entre as duas pessoas.

Segundo o relato recebido, outros casos semelhantes teriam sido registrados recentemente em Monteiro, alguns deles com prejuízos financeiros. A informação sobre quantidade de ocorrências e valores, porém, ainda precisa de confirmação oficial das autoridades policiais.

A orientação é desconfiar de solicitações para cadastrar números como contatos de segurança, acessar links recebidos por mensagens, compartilhar a tela do celular ou fornecer códigos de confirmação. Caso uma pessoa conhecida faça um pedido incomum, o mais seguro é confirmar por ligação ou pessoalmente antes de realizar qualquer procedimento.

A família decidiu divulgar o ocorrido justamente para impedir que outras pessoas sejam vítimas do mesmo método. O caso reforça a necessidade de atenção mesmo quando a mensagem aparentemente parte de alguém próximo.

DE OLHO NO CARIRI

Com Paraíba da Gente

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A respeito do Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar suposto uso de alimentos da merenda escolar na Escola José Bonifácio de Andrade, localizada no Distrito de Pio X, a Prefeitura Municipal de Sumé esclarece que, no mês de fevereiro do corrente ano, a Secretaria de Obras designou dois servidores efetivos para se deslocarem da sede administrativa até a referida unidade escolar. A missão dos trabalhadores visava realizar reparos estruturais necessários, bem como proceder à análise técnica para a instalação de equipamentos e outras melhorias na infraestrutura do prédio.

Como os serviços executados demandaram dois dias consecutivos de trabalho e a unidade fica distante 30 quilômetros da sede do município, ficou previamente acordado que os profissionais poderiam realizar suas refeições na própria escola. A medida foi adotada para otimizar o tempo de execução das benfeitorias, evitar transtornos à rotina de alunos e professores, e dispensar o deslocamento duplo de ida e volta ao longo do dia.

A Prefeitura de Sumé reitera que a merenda escolar é destinada prioritariamente aos estudantes, premissa seguida à risca em toda a rede municipal. As refeições ofertadas aos dois servidores restringiram-se exclusivamente às sobras da merenda escolar, ou seja, foram consumidas apenas após todos os alunos da unidade terem se alimentado satisfatoriamente, sem nenhum prejuízo ou comprometimento da alimentação diária dos estudantes.

Vale ressaltar que, como a situação envolveu tão somente o aproveitamento de excedentes, sem gerar acréscimos ou necessidade de novos insumos, não houve qualquer necessidade de ressarcimento por parte da Secretaria Municipal de Obras. O quantitativo de merenda destinado à unidade é suficiente para atender com plenitude a todos os alunos matriculados.

Por fim, a gestão municipal reforça seu compromisso com a transparência e informa que todas as listas, documentos de repasses financeiros, registros de alimentos recebidos nos meses de fevereiro e março de 2026 e quantitativos de alunos atendidos foram integralmente entregues ao Ministério Público a época e dentro do prazo solicitado, juntamente com todos os esclarecimentos pertinentes ao caso.

Assessoria