Nikolas confirma áudio, mas nega elogio e relação com Daniel Vorcaro do Banco Master

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) confirmou à Coluna de Bruno Pinheiro, a autenticidade de conversas mantidas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, nas quais intermediou o contato de um amigo com o banqueiro e o chamou de “lindão”. Nikolas negou, porém, ter mantido relação próxima, negócios ou recebido qualquer benefício financeiro de Vorcaro.

Em um dos áudios divulgados, Nikolas pede a Vorcaro que converse com seu advogado e ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria a respeito de um ativo minerário. À Jovem Pan, o parlamentar confirmou ter feito a aproximação, mas afirmou que não conhecia os detalhes do negócio.

“Depois eu falo que um amigo meu quer o contato dele pra vender um ativo minerário lá que não sei o que, que eu nem sei direito o que que é, mas ele é um cara sério, eu vou passar pra ele”, afirmou Nikolas.

O deputado também disse que deixou claro ao próprio Vorcaro que os dois não tinham proximidade. “Eu falei com ele: ‘ó, eu nem conheço o Dani, não tenho relacionamento com ele, mas tá aí, eu faço, eu mando, eu dou um toque nele aqui’. Foi isso.”

Nikolas afirmou na mensagem original que seu advogado havia comentado sobre um ativo minerário e que havia mencionado o nome de Vorcaro. O parlamentar disse ao banqueiro que não tinha proximidade com ele, mas se dispôs a fazer a ponte entre os dois.

‘Lindão’

À coluna, Nikolas negou ter chamado Vorcaro de “lindão”, e que o elogio foi inventado. Segundo o deputado,a invenção do suposto elogio ‘ficou por isso mesmo’ . No áudio divulgado inicialmente pelo ICL Notícias, Nikolas afirma que havia conversado com o pastor André Valadão e que não sabia, quando realizou a publicação, que aquele era o banco de Vorcaro. O deputado acrescenta que, se soubesse, teria conversado antes com o banqueiro.

O parlamentar também ressaltou que não apagou a publicação crítica ao banco. “Eu nem sabia que o banco era dele e que na época eu falei ‘a palavra dita não volta atrás’ e eu não apaguei o post que eu fiz contra ele. Simples assim.”

Deputado nega encontros

Nikolas negou ter se encontrado ou mantido uma relação pessoal com Vorcaro. Ao ser questionado pela coluna sobre eventuais encontros com o banqueiro em Minas Gerais, respondeu: “Nunca tive com ele, nunca me reuni com ele, nunca tomei uísque com ele, nunca recebi cartão de crédito do banco dele, nunca fechei contrato com ele. Meu advogado também nunca fechou contrato com ele.”

O deputado classificou a conversa agora divulgada como “um áudio irrelevante” e afirmou que sequer se lembrava do contato antes da publicação das mensagens. Nikolas também disse que pretende publicar um vídeo para responder ao episódio. “Nunca fechei contrato com ele, nunca recebi nenhuma benesse dele, nunca recebi um tostão de Daniel Vorcaro”, afirmou.

O parlamentar relacionou ainda a divulgação das mensagens à repercussão de publicações feitas por ele contra o ministro Alexandre de Moraes. “É muita coincidência, que depois de eu soltar o dossiê do Moraes, que já tem 20 milhões de visualizações em 12h, em menos de 24h os caras quererem pegar uma conversa minha no meio de um monte, uma conversa irrelevante, pra colocar como se eu tivesse alguma coisa escusa com ele. Não tem nada com ele, nunca tive nada com ele.”

Nikolas voltou a sustentar que o próprio conteúdo dos áudios demonstra a ausência de uma relação próxima com Vorcaro. “No áudio que eu falei, eu falei que eu não conhecia ele, que eu não tenho relação com ele e que eu tava só passando contato de um amigo pra ele.”

Com Jovem Pan

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri