Após pedir voto para Efraim, Murilo Galdino explica posição e diz manter lealdade a Lucas Ribeiro

O deputado federal Murilo Galdino divulgou, nesta segunda-feira (24), um vídeo para esclarecer a repercussão de uma fala feita durante passagem pelo município de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. Durante um evento político, o parlamentar pediu votos para Efraim Filho, apesar de integrar o grupo político que apoia a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado.

A declaração gerou repercussão entre aliados e nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a posição política de Murilo dentro da base governista. No vídeo publicado nesta segunda, o deputado afirmou que seu apoio a Lucas Ribeiro está mantido e explicou que a manifestação em Catolé do Rocha ocorreu em respeito à liderança política local que o apoia.

Segundo Murilo, quando está em Campina Grande, onde é eleitor, trabalha e pede votos, sua posição é pelo nome de Lucas Ribeiro. Ele também citou Pocinhos, cidade onde possui vínculos políticos e familiares, como outro município em que trabalha pela candidatura de Lucas.

“Em todos os locais que me perguntarem quem eu voto é o Lucas Ribeiro”, afirmou.

O deputado explicou, porém, que adota uma postura diferente quando participa de atividades políticas em municípios onde é apoiado por prefeitos que possuem outros compromissos eleitorais.

No caso de Catolé do Rocha, Murilo disse que tentou convencer o prefeito Laurinho Maia a apoiar Lucas Ribeiro, mas não houve acordo devido a questões políticas locais e à relação de amizade do gestor com Efraim Filho.

“Quando um prefeito me apoia, eu tenho que respeitar os votos desse prefeito na cidade que eu estou lá. Se Laurinho Maia decidiu votar em Efraim Filho, eu vou respeitar a decisão dele lá em Catolé do Rocha. É assim que eu faço política”, declarou.

Murilo também afirmou que essa postura não representa falta de lealdade a Lucas Ribeiro ou ao grupo político do governador João Azevêdo. Para o parlamentar, trata-se de respeitar os acordos e as lideranças locais que fazem parte de sua base política.

Ele citou ainda outros municípios onde possui aliados que apoiam candidatos diferentes para o Governo do Estado e afirmou que seguirá acompanhando essas lideranças nos respectivos palanques.

“Não é questionamento sobre a minha lealdade a Lucas, nem é questionamento sobre a minha lealdade à chapa do governo. Nós vamos estar juntos, mas é o respeito à liderança local daquela cidade que eu estiver”, reforçou.

Ao final do vídeo, Murilo Galdino destacou que participaria, nesta segunda-feira, da inauguração de seu comitê em João Pessoa. Segundo ele, o evento contará com a presença de Lucas Ribeiro, do governador João Azevêdo e de outros aliados políticos.

O deputado encerrou a mensagem reafirmando seu alinhamento com a chapa governista e o compromisso político com Lucas Ribeiro, enquanto defendeu a manutenção de alianças locais com prefeitos que apoiam outras candidaturas ao Governo do Estado.

Com PB Agora

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB