Segurança nas Eleições 2026 terá mais de 5,5 mil policiais militares na Paraíba

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) participou de uma reunião, nesta sexta-feira (21), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS), para tratar do planejamento da segurança das Eleições 2026.

Durante o encontro, foi assinado um acordo de cooperação entre o TRE-PB e representantes das forças de segurança que atuarão durante o pleito.

O presidente do Tribunal, desembargador Márcio Murilo, também entregou o relatório do projeto de segurança das eleições, com o levantamento das demandas apresentadas pelas Zonas Eleitorais de todo o estado.

Tropas federais

Nas Eleições 2026, juízes eleitorais de algumas cidades chegaram a solicitar reforço de tropas federais. Entre os pedidos estavam os de Itabaiana, Piancó e Bayeux. As solicitações, no entanto, foram rejeitadas pelo TRE-PB após o governo estadual assegurar que o efetivo das forças de segurança será suficiente para garantir a tranquilidade e a segurança durante o processo eleitoral.

O planejamento integrado entre a Justiça Eleitoral e as forças de segurança deverá orientar a atuação policial antes, durante e após a votação, considerando as demandas específicas de cada Zona Eleitoral.

O secretário de Segurança Jean Nunes disse que as ações serão apresentadas em breve. “As forças de segurança estão prontas, preparadas, integradas, sob a coordenação do TRE, para que a gente possa garantir tranquilidade nas eleições. Estamos na fase final do planejamento, algumas ações já estão em andamento, para ao final, mais próximo, apresentar em definitivo essas ações para antes, durante e após essas eleições”, comentou.

Efetivo assegurado pelo Estado

De antemão, o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, antecipou que plano operacional mobilizará um efetivo de mais de 5.500 policiais militares dedicados exclusivamente ao suporte às eleições.

Além dos policiais destacados exclusivamente para as eleições, outros 11 mil policiais militares permanecerão no policiamento ordinário, incluindo o atendimento aos eventos de candidatos durante o período eleitoral.

“Mais de 5.500 policiais militares serão empregados exclusivamente no suporte ao pleito. O restante desse efetivo, de 11 mil homens, será empregado no policiamento ordinário, para que possamos atender às necessidades da população e também aos eventos eleitorais dos candidatos em todo o estado da Paraíba”, explicou.

A campanha nas ruas teve início no último domingo (16). O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB