Prefeita paraibana ‘inova’ e lança voto triplo para o Senado nas eleições 2026

Desde o início oficial da campanha eleitoral, é comum ver prefeitos e prefeitas da Paraíba usando suas redes sociais pra divulgar a sua “colinha” eleitoral. Seus nomes recomendados para a Assembleia, Câmara, Senado, Governo e, em alguns casos, para a Presidência. No entanto, uma dessas gestoras fez algo, digamos, inovador e resolveu lançar apoio para três candidatos a senador.

Isso aconteceu em Água Branca, no Sertão da Paraíba. A prefeita Marluce Veras (Republicanos), e todo o grupo de situação, fechou questão com Veneziano Vital do Rêgo (MDB), João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos).

Tão logo o anúncio foi feito, os internautas – muito criativos, diga-se de passagem – não perdoaram e levantaram comentários com tom de estranheza pela recomendação da prefeita.

Comentários como “Vão votar três senadores? A urna é diferente das demais?” e “Tem algum candidato sendo enganado” tomaram conta da publicação feita pela prefeita em suas redes sociais.

Pelo o que o grupo explicou, o “preferido” do grupo é Veneziano, como primeiro voto. Enquanto isso, a segunda escolha é “livre” entre João e Nabor. O ex-prefeito da cidade, Tom Batista (Republicanos), afirmou que deixar qualquer um dos três de fora das recomendações seria “covardia”.

“Qualquer um dos três que nós deixássemos de lado, estaríamos sendo irresponsáveis e covardes. Isso não faz parte das nossas atitudes. Pode ser algo um pouco diferente, algumas pessoas não entendem. Como neste ano se vota em dois senadores, a gente direciona o primeiro voto para o senador Veneziano, e o segundo, quem nos acompanha tem total liberdade de escolher o que mais se identificar”, disse Tom Batista.

Para os demais cargos, o grupo de situação em Água Branca recomendou Lucas Ribeiro, para o Governo, e os irmãos Motta para os cargos de deputado. Hugo para federal e Olívia para estadual. Um dos secretários da gestão, inclusive, afirmou que a inclusão de Nabor nas recomendações de voto foi um pedido de Hugo.

Mas, se podemos deixar uma sugestão para o leitor: não esperem que um terceiro voto para o Senado apareça na urna em 4 de outubro.

Com Jornal da Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB