Polícia Civil já recuperou e devolveu aos donos mais de 5 mil celulares na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba, por meio das quatro Superintendências Regionais de Polícia Civil (SRPCs), ultrapassou a marca de 5 mil aparelhos celulares recuperados e devolvidos aos seus legítimos proprietários por meio da Operação Recupera. Ao todo, 5.235 celulares já foram restituídos às vítimas em todas as regiões do Estado, desde dezembro de 2024, consolidando a iniciativa como uma importante ferramenta de enfrentamento aos crimes de roubo, furto e receptação de aparelhos telefônicos.

O trabalho é desenvolvido pelos núcleos da Operação Recupera vinculados às SRPCs sediadas em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira. A atuação regionalizada permite ampliar o alcance das investigações e garantir que aparelhos roubados ou furtados sejam localizados e devolvidos às vítimas, além de possibilitar a identificação e investigação de pessoas envolvidas na prática desses crimes.

Lançada em dezembro de 2024, a Operação Recupera consiste na investigação qualificada de roubos e furtos de aparelhos celulares, com o objetivo de localizar os equipamentos e devolvê-los às vítimas. Além da recuperação dos aparelhos, a iniciativa também busca identificar e responsabilizar suspeitos de envolvimento nos crimes de roubo, furto e receptação.

A marca de 5.235 celulares restituídos representa o resultado do trabalho contínuo realizado pelas equipes da Polícia Civil em todo o Estado, a partir da análise de informações, cruzamento de dados e diligências destinadas à localização dos aparelhos. A atuação também contribui para o enfrentamento da cadeia criminosa relacionada ao comércio e à receptação de celulares roubados ou furtados.

Boletim de ocorrência — O trabalho de investigação da Polícia Civil começa a partir do registro da ocorrência feito pelas vítimas. Os boletins de ocorrência podem ser registrados presencialmente nas delegacias espalhadas pelo Estado ou por meio da Delegacia Online, ferramenta que permite ao cidadão comunicar o crime de forma digital.

IMEI — É importante que a vítima informe, no momento do registro da ocorrência, o número do IMEI do aparelho celular. Esse dado facilita significativamente o trabalho investigativo e contribui para a localização e recuperação dos telefones. Por isso, é fundamental que o cidadão procure manter essa informação disponível e a apresente à Polícia Civil sempre que registrar uma ocorrência relacionada ao aparelho.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB