Homens armados invadem casa de empresário e fazem família refém, em Boqueirão

Quatro homens armados invadiram e roubaram a casa de um empresário na quinta-feira (20), em Boqueirão, no Cariri da Paraíba. Segundo a Polícia Militar, o empresário e familiares foram feitos reféns durante a ação. As imagens de circuito de segurança e informações foram divulgadas nesta sexta-feira (21).

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que homens encapuzados saem de um carro estacionado na rua e seguem em direção à residência. Uma mulher que deixava o imóvel é abordada por dois suspeitos, que aparentam estar armados, e entra novamente na casa acompanhada pelos criminosos.

Em seguida, um terceiro suspeito conduz o veículo alguns metros à frente, estaciona, desce e também entra na residência. A ação registrada pelas câmeras dura cerca de 15 minutos. As imagens obtidas pela Rede Paraíba não mostram o momento em que os suspeitos deixam o local.

O casal teria sido rendido e amarrado dentro da residência enquanto os criminosos exigiam acesso ao cofre. De acordo com a PM, a ocorrência foi registrada por volta das 7h. Durante o assalto, o proprietário da casa foi agredido na cabeça pelos criminosos.

Segundo a ocorrência registrada pela PM, os suspeitos roubaram quatro celulares, um tablet e uma quantia em dinheiro em espécie. O valor levado e o prejuízo causado à família não foram divulgados.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve trabalhar na identificação e localização dos suspeitos.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB