Serra Branca promove ações da campanha Agosto Lilás com debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher

A Prefeitura de Serra Branca, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, vem promovendo, desde o início desta semana, uma programação especial alusiva ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Como principal momento da programação, foi realizada nesta quarta-feira uma mesa redonda aberta ao público sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A atividade reuniu profissionais com atuação na área para promover informação, diálogo e orientação sobre a identificação e o enfrentamento das diferentes formas de violência.

Participaram da mesa redonda Lydia Alves, delegada da Delegacia da Mulher de Monteiro; Heloyse Kiara, advogada criminalista; e Marília Souza, advogada da Secretaria Municipal de Assistência Social de Serra Branca. O encontro possibilitou a discussão de aspectos relacionados à violência doméstica, aos mecanismos de proteção e à importância da denúncia e da atuação integrada da rede de atendimento.

A programação também contou com uma oficina direcionada aos jovens, reunindo alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Senador José Galdêncio e participantes vinculados aos serviços desenvolvidos pela Secretaria de Assistência Social. A iniciativa buscou ampliar o diálogo com as novas gerações sobre relacionamentos saudáveis, respeito, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Iandra Pinto, ações como essa são fundamentais para fortalecer a informação e a rede de proteção às mulheres: “O Agosto Lilás é um momento de reafirmarmos que a violência contra a mulher não pode ser naturalizada, silenciada ou tratada como um problema privado. Nosso compromisso, enquanto Secretaria de Assistência Social, é fortalecer a informação, a prevenção e a nossa rede de proteção, garantindo que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem caminhos para buscar ajuda. Trazer profissionais, estudantes e a sociedade para esse debate é também uma forma de construir uma Serra Branca mais consciente, segura e comprometida com o respeito e a dignidade das mulheres”, destacou Iandra Pinto.

A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Assistência Social de Serra Branca com a promoção de políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo a articulação entre profissionais, instituições e comunidade.

SECOM/PMSB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB