Candidato a presidente cumpre agenda de campanha na Paraíba nesta quarta-feira (19)

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, estará em João Pessoa nesta quarta-feira (19) para cumprir agenda de campanha. O principal compromisso será um encontro com militantes e apoiadores, marcado para as 19h, no Sesc, no Centro da capital. Após o evento, está prevista uma entrevista coletiva no mesmo local, às 21h.

Aos 42 anos, Renan Santos disputa pela primeira vez uma eleição. Ele é empresário, presidente nacional do Missão e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL). O partido foi registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2025 e tem origem no MBL.

Na campanha presidencial, Renan tem buscado se apresentar como uma alternativa à polarização entre os principais candidatos. A estratégia inclui a participação em debates e viagens pelo país para ampliar o conhecimento sobre seu nome e sobre o partido.

Entre as principais propostas defendidas pelo candidato estão medidas mais rígidas na área de segurança pública, incluindo ações de combate ao crime organizado. Renan também defende mudanças no Bolsa Família, com a revisão de benefícios para pessoas em idade economicamente ativa que, segundo sua proposta, tenham condições de trabalhar, além da fusão de municípios que dependam de transferências estaduais ou federais para manter suas estruturas.

Nas pesquisas mais recentes, Renan aparece na faixa de 4% das intenções de voto em levantamento BTG/Nexus divulgado nesta semana. O estudo ouviu 2.003 pessoas entre 14 e 16 de agosto e foi registrado no TSE sob o número BR-03317/2026.

A passagem por João Pessoa faz parte da estratégia de campanha de Renan Santos de ampliar sua presença fora dos grandes centros e dialogar diretamente com apoiadores e eleitores. O encontro desta quarta-feira também deverá ser utilizado para apresentar propostas e discutir temas da campanha presidencial.

PB Agora

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB