Educação de Sumé lança projeto de incentivo à leitura e resgate cultural

A Prefeitura de Sumé, por meio da Secretaria da Educação, lançou nesta sexta-feira (14), o Projeto de Leitura “Histórias que contam, memórias que encantam”, baseado no programa “Memória Viva”, da Lei Municipal nº 1.675, de outubro de 2025, de autoria do vereador Dida Alves, destinado a valorizar a memória comunitária e a promover o intercâmbio de experiências entre pessoas da comunidade escolar para compartilharem suas histórias de vida, causos e tradições culturais com os alunos da rede municipal.

O lançamento aconteceu no Centro de Formação de Professores e contou com a presença da coordenadora pedagógica, Alessandra Vilar, do presidente do Conselho Municipal de Educação, Egrinaldo Alves, de professoras e diretoras da educação infantil, pais e mães dos alunos das creches e pré-escolas matriculadas na rede, da poetisa e escritora Erica Sales e do vereador Dida Alves.

O objetivo principal do projeto é promover o conhecimento de acontecimentos de pessoas da comunidade, contando histórias da vida dos antepassados, causos populares, cantigas, contação e outras narrativas tradicionais que ajudem a criança a desenvolver a atenção, a linguagem oral e o gosto por ouvir. Ao mesmo tempo em que mantém vivas estas histórias nas gerações presentes.

A coordenadora pedagógica, Alessandra Vilar, falou da experiência da participação da comunidade escolar em práticas de contação de histórias e leituras de livros de diversos gêneros. “Desde o ano passado nós estamos realizando projeto de leitura. Este ano, com base na Lei Municipal nº 1.675, nós vamos fazer a parceria com as famílias para que elas possam contar histórias, lembranças e causos, valorizando os costumes e tradições culturais construídos no contexto familiar e social, além de trabalharmos os gêneros textuais em sala de aula”, explicou.

A professora da Educação Infantil da rede municipal, Edinete Batista, falou do incentivo à leitura que o projeto proporciona para as crianças e as famílias. “Nós estamos vivenciando o mundo nas telas e nós queremos tirar essas crianças das telas, estimulando-as a ler, a criar, aguçar o potencial cognitivo, criativo e incentivar a participação da família na leitura”, disse.

O vereador Dida Alves falou da contribuição com a educação. “Apresentamos o Memória Viva e a Secretaria da Educação abraçou inserindo no projeto de leitura já existente. Estou muito feliz em dar essa contribuição, é o resgate de um bom hábito, permitir que as pessoas contem suas histórias para que não se percam no tempo”, declarou Dida Alves.

De acordo com a Secretaria da Educação, a avaliação será feita através de observação e registros, produção das crianças quanto à participação, interesse e realização das atividades propostas durante o seu desenvolvimento.

O projeto abrange as Creches Anitta Garibaldi e Rita Cipriano, o Centro de Educação Infantil Jacy Basílio, as Escolas Gonçala Rodrigues, João de Sousa e Manoel Inácio.

Ascom PMS

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB