TSE nega ataque hacker e diz que filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão foi feita por representante do partido

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, nesta quinta-feira (13), a possibilidade de invasão ao sistema da Justiça Eleitoral no caso da filiação de Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão. Segundo a Corte, a inclusão do senador no partido foi feita por um representante da própria legenda.

“O TSE informa que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão”, informou o tribunal ao Metrópoles.

A manifestação ocorre após a campanha de Flávio levantar a suspeita de que o sistema de filiação partidária pudesse ter sido alvo de um ataque hacker. O jurídico do candidato avalia levar o caso à Polícia Federal e já acionou o TSE para pedir a correção do registro.

A alteração impediu o PL de registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República nesta quinta. O senador havia indicado que faria o procedimento nesta data. O prazo para o registro das candidaturas termina no sábado (15/8).

Uma certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta aponta que Flávio está com filiação regular ao Missão desde quarta-feira (12/8). O documento também registra que ele deixou o PL na mesma data.

Até então, o histórico da Justiça Eleitoral mostrava que Flávio estava filiado ao PL desde novembro de 2021. Com a alteração, o sistema passou a indicar a saída do partido e o ingresso no Missão em 12 de agosto de 2026.

Os dados de filiação são lançados pelos próprios partidos no sistema Filia, da Justiça Eleitoral. A própria certidão ressalta que as informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e têm “presunção apenas relativa de veracidade”.

O que diz o Missão

Procurado pelo Metrópoles, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abriria uma investigação interna para descobrir o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.

Metrópoles

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Márcio Murilo, afirmou, nesta quarta-feira (12), que o sistema eletrônico de votação brasileiro é seguro, possui várias camadas de proteção e é auditável.

Segundo Márcio Murilo, as críticas e opiniões contrárias ao sistema eleitoral fazem parte do direito de manifestação dentro de um ambiente de contraditório. No entanto, ele ressaltou que não há comprovação de fraude nas eleições brasileiras.

“O sistema é muito seguro, é muito seguro. Tem várias camadas de proteção, é auditável também, né? E está pacificado. E é um direito as pessoas falarem o que quiserem dentro de um sistema de contraditório”, afirmou o presidente do TRE-PB.

O presidente do TRE-PB afirmou ainda que não se preocupa com informações ou opiniões adversas relacionadas ao sistema eletrônico de votação e destacou o papel da Justiça Eleitoral.

“Não vejo. Não me preocupo muito com informações e contra opiniões adversas. Nós estamos cumprindo o nosso dever”, complementou Márcio.

Por fim, Márcio Murilo reforçou que, ao longo dos anos de atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Justiça Eleitoral, nunca houve comprovação de fraude no sistema.

“Em todos esses anos de TSE, de Justiça Eleitoral, nunca houve uma comprovação de fraude. Nunca houve. Então, o resultado se dá na prática”, finalizou.

Com Arapuan