DE OLHO NAS ELEIÇÕES: PDT anuncia saída da base de Lucas Ribeiro e avalia candidatura própria ou apoio a Cícero Lucena

O cenário político da Paraíba ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (12) com o anúncio de que o PDT não faz mais parte da base de apoio ao governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição.

A decisão foi anunciada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em entrevista à CBN. Segundo o dirigente, a saída do partido ocorreu após a definição do nome da Dra. Alja para compor a chapa majoritária, sem que o PDT tivesse sido consultado previamente.

“Em nenhum momento foi discutido, foi colocado o nome da Dra. Alja como candidata em nenhuma reunião. Eles fizeram essa opção e, ao fazê-la, fizeram a opção de não querer o PDT”, afirmou Lupi.

O presidente nacional da legenda também rejeitou a avaliação de que o PDT teria decidido abandonar a base governista por iniciativa própria. Segundo ele, a ruptura teria partido do próprio grupo de Lucas Ribeiro.

“Na verdade, eles que romperam com a gente quando simplesmente ignoraram um nome que, no meu ponto de vista e de toda a classe política, era o mais leve e com futuro mais promissor: o de Rafaela”, declarou.

PDT avalia candidatura própria

Com o desembarque da base governista, o PDT passou a discutir os próximos passos para as eleições de 2026. De acordo com Carlos Lupi, a maioria interna do partido já decidiu não seguir apoiando a candidatura de Lucas Ribeiro.

Uma das possibilidades é o lançamento de uma candidatura própria ao Governo da Paraíba. O partido tenta convencer Rafaela Camará a colocar o nome na disputa.

De Olho no Cariri

Com Polêmica Paraíba

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB