Lígia Feliciano diz estar “pronta para missão” após ser escolhida por Lucas Ribeiro como vice

A médica e esposa do deputado federal Damião Feliciano, Lígia Feliciano (União Brasil) aceitou encarar, pela terceira vez, a campanha a vice-governadora da Paraíba, após ser escolhida pelo governador Lucas Ribeiro para disputar a chapa majoritária nas Eleições 2026 em outubro. Ambos, tanto Lucas quanto Lígia foram vice do ex-governador João Azevêdo, pré-candidato ao Senado. Ao ser anunciada ao pleito, Lígia comemorou e disse estar pronta para a missão.

“Lucas, eu estou pronta para essa missão e quero levar minha experiência para trabalhar ao seu lado pela Paraíba, que cresce cada vez mais, cresce na saúde, na segurança, no apoio às mulheres e na oportunidade para todos”, ressaltou Lígia em vídeo divulgado nesta terça-feira (11).

Em 2014, Lígia foi eleita vice-governadora na chapa do então candidato a reeleição, Ricardo Coutinho(PSB). Em 2018 foi reeleita vice-governadora da Paraíba, na chapa de João Azevedo(PSB), ou seja, Lígia já esteve como vice-governadora por dois mandatos, sendo a primeira vez no segundo governo de Ricardo Coutinho (PT), entre 2015 e 2018 e a segunda vez no primeiro mandato de João Azevêdo (PSB), entre 2019 e 2022.

Lígia Feliciano é médica, empresária e tem uma trajetória de experiência na política paraibana, com participação em diferentes momentos da política estadual. Ela também é esposa do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil), parlamentar por mais de duas décadas, com longa trajetória no Congresso Nacional desde 2007, reeleito sucessivamente e que está em seu sétimo mandato consecutivo.

A pré-candidata a vice também já atuou no Governo Federal, assumindo em 2023 função vinculada à política de segurança alimentar e nutricional, área relacionada ao combate à fome e à distribuição de alimentos. Mãe do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e esposa do deputado federal Damião Feliciano, Lígia atuou nos últimos anos como diretora no Ministério do Desenvolvimento Social, após deixar a vice-governadoria.

Perfil

Natural de Campina Grande, interior da Paraíba, Lígia é filha dos comerciantes José Amaro da Costa e Maria do Carmo Costa. Em 1978, casou-se com Damião Feliciano e é mãe de três filhos: Renato, Mariana e Gustavo. É médica, estudou medicina na Universidade Federal da Paraíba, no campus de Campina Grande (atual Universidade Federal de Campina Grande). Tem especialização em coração e pulmão artificial (INCOR/SP). Foi pioneira na implantação de cirurgia cardíaca no interior do Norte e Nordeste do Brasil. Tem especialização (MBA) em Gestão Pública e Liderança, pelo CLP – Liderança Pública, com módulo internacional na Universidade de Harvard, fazendo parte do grupo MLG 3.

Iniciou sua vida empresarial fundando o Hospital Mariana, em Campina Grande, onde foi diretora-presidente. Criou a rádio Panorâmica, em Campina Grande. Também fundou a Unesc Faculdades, assumindo a direção da instituição por mais de 10 anos.

No primeiro mandato como vice-governadora de Ricardo Coutinho colaborou com a implantação do Hospital Metropolitano da Grande João Pessoa, referência em neurologia e cardiologia. O governo teve uma atenção significa para a saúde, implementando a Caravana do Coração, Rede Cuidar, que realiza a busca ativa de crianças com cardiopatias. Construiu o Hospital do Bem, em Patos, Sertão da Paraíba, especializado no tratamento oncológico.

Já no segundo governo como vice de João Azevêdo, liderou uma comitiva paraibana em uma missão oficial à China, para atrair investimentos e estreitar relações comerciais. Esteve junto ao Governo Federal pela ampliação do número de leitos em UTIs dos hospitais estaduais e atração de recursos para a Paraíba.

DE OLHO NO CARIRI

Com ClickPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB