MPE aperta fiscalização e cobra acessibilidade na propaganda de TV nas eleições da Paraíba

O Ministério Público Eleitoral na Paraíba abriu procedimento para acompanhar o cumprimento das regras de acessibilidade na propaganda eleitoral gratuita na televisão durante as Eleições 2026. Partidos, federações e coligações terão que garantir janela de Libras, legenda aberta e audiodescrição nos conteúdos exibidos.

A determinação está numa portaria assinada pelo procurador regional eleitoral Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga. O documento também traz uma recomendação aos dirigentes partidários para que observem as exigências legais e técnicas de acessibilidade na propaganda e nos debates eleitorais.

A preocupação do MP Eleitoral é evitar que pessoas com deficiência sejam excluídas do acesso ao conteúdo da campanha. A legislação eleitoral estabelece que os recursos de acessibilidade devem ser utilizados de forma cumulativa e simultânea na propaganda televisiva.

Tamanho da janela de Libras

Entre as regras destacadas pelo Ministério Público está a dimensão da janela destinada ao intérprete de Libras. O espaço deve ocupar, no mínimo, metade da altura e um quarto da largura da tela.

A qualificação dos intérpretes também será fiscalizada. A regulamentação eleitoral exige comprovação de formação e habilitação profissional, além de documentação que ateste a atuação como intérprete de Libras-Língua Portuguesa.

Os recursos de acessibilidade utilizados na propaganda e nos debates também deverão seguir as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Responsabilidade dos partidos

Segundo a portaria, cabe aos partidos políticos, federações e coligações a responsabilidade pela produção dos programas e pela inserção dos recursos de acessibilidade na propaganda televisiva.

O MP Eleitoral recomenda que as regras sejam observadas desde a preparação dos conteúdos. O descumprimento poderá ser caracterizado como propaganda eleitoral irregular, sujeito às sanções previstas na legislação.

Propaganda eleitoral na TV

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para as Eleições 2026 tem início no próximo dia 28 de agosto e terminar em 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno.

Nas eleições gerais, os programas em rede são exibidos em dias alternados para presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais, conforme calendário e horários estabelecidos pela resolução.

Nesse mesmo período, as emissoras também devem reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação diária, de acordo com os critérios previstos na legislação eleitoral.

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB