Presidente nacional do PT pede mudança de ata para inserir exigência na vice de Lucas Ribeiro

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, tentou nas últimas horas convencer a direção estadual do partido na Paraíba a modificar a ata que homologou apoio à chapa do governo na Paraíba.

A “determinação” de Edinho foi no sentido de inserir no conteúdo do documento a exigência da vaga de vice para o PT.

O comando do presidente encontrou resistência dos dirigentes da sigla na Paraíba, entre eles, a presidente estadual Cida Ramos.

A manobra só foi contida por interferência de integrantes da executiva nacional da sigla.

Apesar da pressão, o PT da Paraíba decidiu manter o que fora acordado em consonância com o próprio Edinho: a coligação com a chapa do governador Lucas Ribeiro (PP) e os candidatos ao Senado, João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos).

Internamente, dirigentes petistas na Paraíba interpretaram o movimento como uma interferência que poderia gerar uma nulidade jurídica e reviravolta política.

E, também, como tentativa de manobra articulada por forças externas. As que, pelo visto, ainda não desistiram do apoio do partido na eleição de 2026.

De Olho no Cariri

Blog do Heron Cid

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB